GP da Alemanha deste final de semana é decisivo

O Grande Prêmio da Alemanha de Formula 1, que será neste domingo 28 de julho, às 10h10, em Hockenheimring, marcará a metade da temporada. Será o 11º dos 21 que compõem um campeonato que, a não ser por uma reviravolta das mais intensas, já tem primeiro e segundo colocados, mais precisamente os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.
Os holofotes, porém, estarão firmemente focados nos pilotos de outra equipe, a Ferrari, por motivos opostos. De um lado, o jovem Charles Leclerc em plena ascensão, do outro, o veterano Sebastian Vettel, que vive a pior fase de sua longa, e até recentemente, triunfante carreira.
Não vem de hoje a crise que Sebastian Vettel está enfrentando. O primeiro sinal veio no GP do Azerbaijão de 2017. Irritado com o que interpretou como provocação de Hamilton, ele colocou sua Ferrari ao lado da Mercedes do inglês e a abalroou. Os comissários lhe impuseram uma parada nos boxes de 10 segundos e ele terminou em quarto uma corrida em que, por momentos, lutava pela vitória. O caso, esquecido até o último GP da Alemanha, voltou à tona quando ele errou bisonhamente uma freada e deixou a vitória (e o pentacampeonato) nas mãos de Hamilton, seu único adversário real na luta pelo título de 2018.

Líder

A Mercedes domina a temporada 2019 da Fórmula 1, mas isso não é motivo para parar de buscar evolução no carro. A equipe alemã preparou um novo chassi do W10, que já inclusive passou testes de impacto e está de prontidão para o GP da Alemanha. O motivo principal está claro: reduzir o peso do bólido. É que a Mercedes tem uma das maiores distâncias entre eixos do grid da F1. Isso, apesar de aparentemente ajudar o carro alemão a ser imbatível nas curvas, significa maior dimensão – e, por tabela, maior peso.
Como a Mercedes tem outras áreas do desenvolvimento do carro sob controle, o foco em um ponto fraco fica facilitado. É uma grande diferença em relação ao visto na Ferrari, que precisa de abordagem distinta. Ainda sem saber como maximizar a performance do SF90, a equipe de Maranello tenta achar um meio-termo entre potência e dirigibilidade. Isso enquanto a Red Bull se acerta com a Honda, também ganhando terreno.
No campeonato, a vida da Mercedes é tranquila. A equipe soma 407 pontos no Mundial de Construtores, enquanto a Ferrari fica em segundo com 247. No Mundial de Pilotos, a situação fica favorável para Lewis Hamilton – com 223, o britânico está 39 pontos adiante em relação a Valtteri Bottas.