Junho Laranja alerta para diagnóstico precoce da anemia e leucemia

A leucemia é o câncer mais frequente em crianças e um dos mais comuns no mundo

Ambas as doenças estão ligadas diretamente ao sangue e podem acometer crianças e adultos

Além da campanha Junho Vermelho, focada na doação de sangue, o sexto mês do ano é marcado também pela campanha Junho Laranja, que tem o objetivo conscientizar a sociedade sobre os riscos da leucemia e anemia, doenças que também estão relacionadas ao sangue.
Celebrada no mês em que é comemorado o Dia Mundial da Doação de Sangue – próximo dia 14, a campanha Junho Laranja incentiva que o diagnóstico destas doenças seja feito de forma precoce.
A anemia, apesar de muito frequente, ainda continua sendo um tema que traz muitas dúvidas à população. Já no caso da leucemia, ainda que menos frequente, também merece destaque por se tratar do principal câncer maligno da infância.

Anemia
Muito embora a anemia seja popularmente conhecida como a falta de ferro no sangue, vale destacar que esta é somente uma das diversas condições que podem levar a um quadro anêmico. Por definição, a anemia é a redução dos níveis dos relativos aos glóbulos vermelhos presentes no sangue (hemoglobina, hematócrito ou massa eritrocitária).
Esta condição pode estar relacionada a causas genéticas (hemoglobinopatias) ou a causas secundárias (exemplos: doença renal crônica, alterações no metabolismo do ferro, sangramentos, deficiência de vitaminas e muitas outras).
Os sinais e sintomas da anemia variam de acordo com a intensidade do comprometimento de cada paciente e da doença que está por trás de cada caso. Em geral, uma pessoa “anêmica” pode apresentar um conjunto de sintomas que refletem a baixa quantidade disponível de glóbulos vermelhos na circulação sanguínea, configurando a chamada síndrome anêmica: fadiga, falta de ar aos esforços ou em repouso, palpitações, claudicação, sonolência e confusão mental.

Sinais e sintomas das leucemias no corpo humano
A leucemia é o câncer mais frequente em crianças e um dos mais comuns no mundo, com uma estimativa de 10.180 novos casos no Brasil em 2020 (dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA).
Caracteriza-se como uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem exata desconhecida. Ela pode ser classificada em relação à velocidade de evolução (aguda ou crônica) e pelo tipo celular predominantemente afetado (linfoide ou mieloide).
O acúmulo de células defeituosas e o funcionamento inadequado da medula óssea podem levar a sintomas muito variados de acordo com o tipo e evolução da doença.
Em geral, pode-se observar sintomas semelhantes à síndrome anêmica (fadiga, falta de ar aos esforços ou em repouso, palpitações, claudicação, sonolência e confusão mental), mas há um comprometimento mais evidente relativo à redução dos glóbulos brancos, levando a uma maior suscetibilidade a infecções frequentes, febre, gânglios linfáticos inchados (“ínguas”), perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal (geralmente, pelo aumento do baço e fígado), dores nos ossos e nas articulações, entre outros.

Prevenção
Na maioria dos casos, não há um fator de risco que possa ser modificado e que, portanto, possa ser indicado como um fator prevenível. Os únicos fatores cientificamente comprovados que aumentam o risco de desenvolver a doença foram a exposição à radiação ionizante (em procedimentos médicos como radioterapia) e ao benzeno (substância encontrada na gasolina, na fumaça do cigarro e utilizado na fabricação de plásticos, lubrificantes, borrachas, tintas, detergentes, medicamentos e agrotóxicos).

Diagnóstico e tratamento
Por se tratar de um câncer, a detecção em sua fase inicial é fundamental para que haja uma maior chance de tratamento. No entanto, não há evidência científica que justifique a realização do rastreamento de leucemias na infância e, em geral, a investigação ocorre somente quando houver suspeita clínica.
Em boa parte dos casos, ocorre na infância e o diagnóstico é iniciado com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de acordo com cada paciente.
Após a confirmação diagnóstica, diversas modalidades terapêuticas podem ser empregadas de acordo com os aspectos clínicos do paciente (idade, presença de outras doenças, capacidade de tolerar a terapia) e do subtipo da leucemia.
O transplante de medula óssea não está indicado em todos os casos, mas pode ser necessário, bem como a quimioterapia, imunoterapia, entre outros.

Doação de sangue

Há casos, nas duas doenças, que dependem de doações de sangue, plaquetas ou medula óssea. Entre os requisitos para ser um doador de sangue estão ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, não fumar nas duas horas antes do ato, não estar em jejum e evitar o consumo de alimentos gordurosos 4 horas antes do procedimento.