Ministério da Educação anunciou o adiamento do Enem no último dia 20

As inscrições para o exame seguem abertas até às 23h59, de, quarta-feira, 27 de maio

As datas inicialmente previstas para os exames do Enem eram dias 1º e 8 de novembro para a versão impressa e 22 e 29 de novembro a digital. No entanto, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram na quarta-feira, 20 de maio, pelo adiamento da aplicação das provas nas versões impressa e digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. A informação é do próprio Inep e está publicada em nota no site do Instituto. No comunicado, o Inep diz que a decisão levou em conta as demandas da sociedade e as manifestações do Poder Legislativo em razão do impacto da pandemia do novo coronavírus.
O Inep avisa ainda que promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem deste ano, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante, e que as inscrições para o exame seguem abertas até às 23h59, de, quarta-feira, 27 de maio.

Adiamento
Depois de muita resistência à mudança no calendário do Enem, o ministro da Educação Abraham Weintraub, usou as redes sociais para sugerir que o exame fosse adiado. “Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do Centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame”, afirmou Weintraub em sua rede social.
O ministro ainda completou informando que a participação dos estudantes inscritos poderá ser feita através do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de forma “direta, democrática, transparente e segura”.

Senado
Esta semana, o Senado aprovou projeto que suspende a realização da prova. A proposta não estabelece uma nova data, mas prevê que processos seletivos como o Enem devem ser postergados enquanto durar o estado de calamidade decretado por causa da pandemia. O projeto está na pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta tarde.