MP de São Paulo faz nova denúncia contra Haddad sobre caixa 2

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) moveu na segunda-feira, 27 de agosto) uma ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato a vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Haddad é acusado de aceitar o pagamento, via caixa 2, de uma dívida de 2,6 milhões reais de sua campanha a prefeito em 2012 em troca de deixar as “portas abertas” da Prefeitura para os interesses da empreiteira UTC, que quitou o valor.
Os fatos são os mesmos de uma ação que corre na Justiça Eleitoral sobre o caso e dizem respeito aos aspectos administrativos das investigações, com os eventuais prejuízos que o ex-prefeito pode ter provocado à cidade ao privilegiar os citados interesses. Para o promotor Wilson Tafner, autor da ação, o prefeito obteve “enriquecimento ilícito” em função do cargo, uma vez que as dívidas seriam de sua responsabilidade.
Para o promotor, o pagamento da dívida tinha como contrapartida a “obtenção de ‘portas abertas’ na administração municipal. Haddad afirma que a UTC teve interesses contrariados durante sua gestão. O MPSP pediu o bloqueio de pouco mais de 15 milhões de bens de todos os investigados, para garantir os eventuais ressarcimentos. O pedido ainda será analisado na Justiça.
Além do ex-prefeito, o promotor também acusou o ex-secretário municipal de Saúde José de Filippi Júnior, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o tesoureiro da campanha de Haddad, Chico Macena, o empresário Francisco Carlos de Souza, os ex-executivos da UTC Ricardo Pessoa e Walmir Santana e o doleiro Alberto Yousseff.
Segundo o promotor, De Felippi, “velho conhecido” da UTC, intermediou “encontros e, particularmente, em um almoço na sede da empresa, onde são tratados quais seriam os ‘planos’ do futuro gestor para obras que atendessem aos interesses da empresa”. Feita a relação e combinada as doações legais que a empreiteira faria a Haddad, Vaccari Neto recorreu a Ricardo Pessoa, segundo a denúncia, quando se consumou a dívida de campanha, constituída de pendências com uma gráfica, de posse de Francisco Carlos — o ex-prefeito diz que todo material produzido em sua campanha foi declarado.

PT teme perder votos para Jair Bolsonaro
A direção nacional do PT assustou-se com a entrevista do deputado Jair Bolsonaro (PSL) no Jornal Nacional. Esperava e até torcia para que ele criticasse a Globo como já o fizera antes ao ser entrevistado pela GloboNews, canal da emissora na TV fechada. Mas avalia que ele superou todas as expectativas.
Não se limitou a repetir que o jornal O Globo apoiou o golpe militar de 64. Foi além ao dizer que a Globo alimentou-se até aqui de verbas públicas, sugerindo que isso poderá cessar se ele for eleito presidente.
Tamanha afoiteza não estava nas contas do PT, que passou a temer a perda de votos para Bolsonaro se ele insistir nessa toada, e também a perda de exclusividade do discurso que atribui à Globo todos os males do país. O partido tem dados de pesquisas que mostram que não será tão fácil como imaginava derrotar Bolsonaro em um eventual segundo turno.

PT aguarda petardos de Palocci durante a campanha
O alto comando do PT tem a convicção de que a delação de Antonio Palocci será amplamente usada pelos adversários para atingir Fernando Haddad. É óbvio, mas não só isso.
Os correligionários de Lula dão como certo que, mais cedo ou mais tarde, os anexos entregues pelo ex-ministro chegarão às mãos dos inimigos durante a campanha. Desde já, estão elaborando saídas para tentar fugir dos mísseis.

 

Bolsonaro bate recorde no Facebook com entrevista ao JN
A entrevista de Jair Bolsonaro motivou o maior engajamento deste ano em sua página no Facebook. Na segunda-feira, 27 de agosto, foram 112.002 curtidas, reações, comentários e compartilhamentos, enquanto na terça-feira, dia 28, foram 1.077.913 de interações – maior engajamento diário da página do candidato desde janeiro de 2017, e primeiro dia com volume de interações superior a um milhão.
Entre às 19h de terça-feira, às 7h de quarta, o capitão mobilizou mobilizou
1.368.500 publicações no Twitter. É o recorde se comparado aos outros compromissos televisivos de campanha até aqui. O levantamento é da FGV DAAP.

Movimento Vem Pra Rua lança ferramenta cívica “Tchau, Queridos”
O Vem Pra Rua lançou terça-feira, 28 de agosto, uma ferramenta de tecnologia cívica e fact-checking para ajudar os mais de 140 milhões de eleitores do Brasil a tomarem a melhor decisão no dia 7 de outubro. O site batizado de “Tchau, Queridos” usa os princípios da transparência e oferecer à população dados relacionados à atividade política de parlamentares e candidatos. Na plataforma, os internautas podem saber, por exemplo, como os políticos votaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), no afastamento do senador Aécio Neves (PSDB), no pedido de cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB) e no afastamento do também emedebista e presidente da República, Michel Temer.
E não é apenas isso. O “Tchau, Queridos” ainda dá publicidade às listas de processos que cada parlamentar responde na Justiça, das pessoas físicas e jurídicas que financiaram campanhas, assim como o crescimento da evolução patrimonial de políticos que deveriam representar a população brasileira e não interesses próprios e privados.
Boa parte das informações usadas na novidade do movimento Vem Pra Rua são públicas: TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Tribunais de Justiça dos estados e Congresso Nacional. O “Tchau, Queridos” também usa a base de dados da iniciativa de renovação política “Ranking dos Políticos”.

As novas pesquisas Ibope e Datafolha
Na semana que vem, a campanha eleitoral terá nova sacudida com a nova rodada de pesquisas do Ibope e do Datafolha. A do Ibope sai na terça-feira. E a do Datafolha na quinta-feira.
Será pouco tempo ainda para que os efeitos da campanha de TV de Geraldo Alckmin, que começa depois de amanhã, surta efeito. Não importa: se Alckmin não se mexer nas pesquisas, a pressão sobre ele será feroz.