Tribuna de Ituverava — Fundado em 1.949
Caderno Principal

Taxa de desemprego sobe em março e volta a superar 6% após quase 1 ano

Número de desempregados no país chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre; renda média, porém, bate novo recorde

30 de abril de 2026 às 12:20
Taxa de desemprego sobe em março e volta a superar 6% após quase 1 ano
Pessoas avaliam anúncios de vaga de emprego em agência de São Paulo (Crédito: Paulo Whitaker/Reuters)

A taxa de desemprego subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março, crescendo 1 ponto percentual frente ao trimestre de outubro a dezembro (5,1%), informou nesta quinta-feira, 30, o IBGE.

Essa é a taxa mais elevada desde os três meses encerrados em maio de 2025, quando o desemprego foi de 6,2%, última vez que o indicador havia superado os 6%.

Apesar da alta do desemprego no país, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março, em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. 

O resultado veio dentro do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 6,1% em março.

O número de desempregados no país chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre encerrado em março, ou mais 1,1 milhão de pessoas em busca de uma ocupação. Na comparação anual, entretanto, o número ainda é 13% menor (menos 987 mil pessoas).

Já a população ocupada (102,0 milhões) caiu 1% (ou 1 milhão de pessoas) no trimestre, mas cresceu 1,5% (mais 1,5 milhão) no ano.

Frente ao trimestre anterior, não houve aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos 10 grupos de atividade analisados pelao IBGE, e em três deles ocorreram reduções: Comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), Administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e Serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).

Rendimento médio bate novo recorde

A massa de rendimento, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde no trimestre encerrado em março: R$ 374,8 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Já o rendimento médio dos trabalhadores chegou a novo valor recorde, segundo o IBGE, chegando a R$ 3.722 e crescendo nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.

Analistas preveem que a taxa de desemprego deve registrar alta gradual ao longo deste ano depois de ter alcançado os menores valores da história, acompanhando o enfraquecimento esperado da economia, porém com o mercado de trabalho ainda resiliente.

Essa resiliência ajuda a sustentar a demanda das famílias e a renda, ponto de atenção do Banco Central, que na véspera voltou a cortar a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50%.

“Acrescida à população ocupada, que deve seguir recorde devido a questões demográficas e à expansão da atividade econômica, esses fatores devem manter a massa de rendimentos obtidos via trabalho em níveis elevados, o que ajudará a sustentar boa parte do consumo das famílias no decorrer de 2026”, avaliou a equipe da 4intelligence.

Com informações da Reuters

Fonte: https://istoedinheiro.com.br/

Leia também