
Na terça-feira, 28 de abril, a Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram) promoveu um evento especial em alusão ao mês de conscientização do Autismo.
A iniciativa reuniu estudantes, profissionais e convidados para uma noite de palestras e reflexões sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), abordando desde o diagnóstico até o acolhimento familiar.
O intuito da proposta, segundo a organização, foi apresentar diferentes olhares sobre o TEA, promovendo uma discussão que ultrapassa o campo teórico e alcança experiências práticas e humanas.
Organizado pelo curso de Psicologia, o encontro também marcou o primeiro evento da graduação e teve caráter intimista, voltado principalmente aos alunos do primeiro ano, com abertura de vagas limitadas ao público externo.
Conhecimento científico para além do senso comum
De acordo com a coordenadora do curso, Sofia Gracioli o principal objetivo do evento foi levar informação qualificada à comunidade acadêmica e contribuir para desconstruir conceitos equivocados sobre o autismo.
‘“A gente precisa sair um pouco do senso comum do que é o autismo. Existe muita informação distorcida, então é fundamental trazer conhecimento científico, com propriedade, para o público”, destaca.
No encontro, foram discutidos temas como as etapas do diagnóstico, a importância da identificação precoce e o papel dos profissionais especializados no processo de avaliação.
Diagnóstico e acolhimento familiar em foco
Outro ponto central do evento foi o impacto do diagnóstico nas famílias e a necessidade de acolhimento.
“A gente também deu espaço para uma família falar como recebeu esse diagnóstico. Porque não é só a pessoa, a família passa por um processo de aceitação, de entendimento e de adaptação”, explica Sofia.
De acordo com a coordenadora, a iniciativa buscou reforçar a importância da empatia e do suporte emocional. “Não apenas para o indivíduo com TEA, mas para todo o seu entorno”, destaca.
Formação além da técnica
Para a coordenação do curso, ações como essa são fundamentais na formação dos futuros psicólogos, indo além do aprendizado teórico.
“Quero que nossos estudantes sejam humanos e empáticos, afinal, eles vão lidar com vidas, e isso exige um olhar que vai muito além da técnica”, observa Sofia.
A docente reforça que a proposta é formar profissionais com visão interdisciplinar, preparados para atuar em conjunto com outras áreas da saúde e educação.
Multiplicação do conhecimento
Mesmo com público reduzido, a expectativa é que o impacto do evento se expanda para além da sala de aula.
“São 60 alunos que vão levar esse conhecimento para suas famílias, comunidades e círculos sociais. É assim que a informação correta se espalha”, concluiu a coordenadora.
Conscientização que vai além de abril
Embora o evento tenha sido realizado durante o mês de conscientização do autismo, a intenção da Fafram é dar continuidade ao tema ao longo do ano, aponta a coordenadora.
“Abril é um start. A ideia é plantar uma sementinha nos alunos para que a gente aprofunde esse conhecimento e torne esse tema cada vez mais presente na formação deles”, ressalta.
“A instituição já planeja novas ações para o segundo semestre, incluindo eventos mais amplos e abertos à comunidade”, adianta Sofia Gracioli.
Abordagem multidisciplinar amplia debate
A programação contou com a participação de profissionais de diferentes áreas, reforçando a importância de uma atuação integrada no cuidado com pessoas autistas. Entre eles, estiveram:
• Ana Paula Martins - Psicóloga especialista em Avaliação Psicológica e Reabilitação Neurológica, com atuação em Análise do Comportamento Aplicada
• Dra. Tais Chibini - Médica psiquiatra com especialização em autismo e transtornos do neurodesenvolvimento
• Sofia Gracioli -Psicóloga clínica e coordenadora do curso de Psicologia da Fafram
• Francisca Ribeiro - Psicóloga e pedagoga, especialista em educação especial e inclusiva


