
A telefonia fixa residencial, que por décadas foi o principal símbolo de conexão e status nas casas brasileiras, vive uma contagem regressiva acelerada.
O avanço massivo das redes móveis (4G e 5G) e a substituição dos canais de atendimento convencionais por aplicativos de mensagens instantâneas transformaram o telefone fixo em uma ferramenta quase exclusiva de empresas, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais.
Segundo os dados oficiais consolidados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre acessos em operação, a densidade de linhas fixas por habitante despencou em todo o país.
Na região, esse fenômeno é visível tanto nos grandes centros quanto nas pequenas localidades, onde a infraestrutura de fibra óptica voltada para a internet banda larga acabou herdando o papel de conectar as famílias.
Por concentrarem os maiores parques industriais, redes bancárias, hospitais e redes de serviços da região, os grandes polos ainda mantêm um volume expressivo de linhas ativas em termos absolutos, embora o mercado residencial de linhas analógicas convencionais esteja praticamente extinto.
Em Ituverava, são cerca de 4.900 linhas de telefone fixo, terceiro maior número da microrregião, atrás de São Joaquim da Barra (6.100) e Orlândia (5.800).
Em seguida vêm Igarapava (2.100), Miguelópolis (1.450), Guará (1.100), Aramina (310), Buritizal (260), Rifaina (240) e Jeriquara (130).
Ribeirão Preto é o maior ecossistema de telecomunicações da região. A cidade contabiliza cerca de 124.500 linhas fixas ativas. O grosso desses acessos está concentrado no setor corporativo (call centers, escritórios, serviços de saúde e grandes redes de varejo).
A cidade de Franca registra aproximadamente 38.200 telefones fixos em operação.
A força desse número é mantida pelas indústrias de transformação, escritórios de exportação e a malha comercial centralizada.
Do fio de cobre para a nuvem
O perfil tecnológico dessas linhas restantes também mudou. O tradicional cabo de cobre da telefonia convencional (STFC) está sendo desligado pelas grandes concessionárias.
Hoje, a grande maioria dessas linhas ativas opera via tecnologia VoIP (Voz sobre IP), onde o número de telefone funciona digitalmente acoplado aos planos de internet por fibra óptica.
Nas cidades de menor porte como Jeriquara, Buritizal e Aramina, o telefone fixo residencial tornou-se uma raridade absoluta.
Os números ativos mapeados pertencem quase em sua totalidade às prefeituras, escolas, postos de saúde, agências bancárias e pequenos comércios (como farmácias e depósitos de gás) que ainda dependem do número fixo tradicional para manter um canal de contato institucional com a parcela mais idosa da população.
Número aproximado de linhas de telefone fixo na região
São Joaquim da Barra: 6.100
Orlândia: 5.800
Ituverava: 4.900
Igarapava: 2.100
Miguelópolis: 1.450
Guará: 1.100
Aramina: 310
Buritizal: 260
Rifaina: 240
Jeriquara: 130
Cidades maiores
Ribeirão Preto: 124.500
Franca: 38.200



