
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou nesta quarta-feira (9/7) um novo aumento no subsídio sobre a gasolina após mais um acirramento no conflito entre Estados Unidos e Irã, com o fim do cessar-fogo no Oriente Médio. E ainda não descartou reduzir a subvenção nos próximos dias.
A crise gerou um aumento de mais de 6% no valor do petróleo no mercado internacional desde terça-feira (8/7), o que impacta nos preços dos combustíveis. A gasolina, que apresentava um viés de estabilidade até a semana passada, voltou a dar sinais de alta.
Com isso, Durigan desistiu de retirar parcial ou totalmente os subsídios e deixou uma possível decisão para a semana que vem, a depender dos desdobramentos da guerra. A nova situação deixou a equipe econômica do governo em “alerta”.
“Eu tinha expectativa de tirar a subvenção da gasolina. Mas a situação da guerra se agrava e ouvimos do presidente dos EUA uma declaração de guerra, o que nos acendeu um sinal de alerta e cautela para acompanhar a situação da guerra. [..] Não estamos discutindo aumento dos subsídios, apenas retirada”, disse, em coletiva de imprensa nesta quarta.
“A nossa estratégia não muda, o governo vai ter prontidão para erguer medidas de proteção à população. A partir do momento em que as causas da guerra cederem, vamos ter prontidão para retirar”, ressaltou.
O agravamento da crise no Oriente Médio também tem adiado a decisão de aumentar a porcentagem do etanol na gasolina de 30% para 32%. Após dois adiamentos, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão do governo, marcou para a próxima terça-feira (14/7) a reunião que deve bater o martelo sobre a medida, também vista como uma forma de conter a alta do combustível.
Fonte : otempo.com.br/



