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Infantino diz que Fifa vai analisar expansão da Copa do Mundo para 64 seleções após edição de 2026

Presidente da entidade confirmou que tema será debatido depois do Mundial disputado no Canadá, México e Estados Unidos. Porta-voz da Fifa explica que sugestão veio de membro do Conselho da entidade

12 de julho de 2026 às 18:48
Infantino diz que Fifa vai analisar expansão da Copa do Mundo para 64 seleções após edição de 2026
Gianni Infantino oficializa Marrocos, Portugal e Espanha como sedes da Copa do Mundo de 2030 — Foto: Fifa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade vai analisar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções. Em entrevista ao portal suíço Bluewin, o dirigente disse que o tema será debatido após o Mundial de 2026, o que adicionaria 16 equipes em relação ao atual formato do torneio.

– Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa – disse Gianni Infantino em entrevista ao Bluewin no início da semana.

O porta-voz da Fifa posteriormente divulgou um comunicado, explicando a situação:

– Uma proposta para analisar a Copa do Mundo da Fifa com 64 equipes para comemorar o centenário da competição em 2030 foi espontaneamente levantada por uma membro do Conselho da Fifa, no item "diversos" da agenda, perto do fim da reunião do Conselho, realizada em 5 de março de 2025. A ideia foi reconhecida, pois a Fifa tem o dever de analisar qualquer proposta de um de seus membros do Conselho.

Atualmente, a Copa do Mundo conta com 48 seleções. O formato estreou na edição deste ano, ampliando em 16 o número de participantes em relação aos Mundiais disputados entre 1998 e 2022. Para o presidente da Fifa, a mudança foi um "enorme sucesso", o que pode abrir espaço para que a entidade avalie um novo aumento no número de equipes.

– Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações sonham em disputar uma Copa do Mundo. A qualidade do futebol continua evoluindo em todas as partes do planeta. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo – afirmou Infantino.

Em comemoração ao centenário do torneio, a próxima Copa do Mundo, em 2030, será realizada em seis países de três continentes: Argentina, Paraguai e Uruguai (América do Sul); Espanha e Portugal (Europa); e Marrocos (África). A princípio, cada um dos países sul-americanos receberá apenas uma partida, enquanto os demais anfitriões sediarão a maior parte da competição.

Desde 2025, a Conmebol defende a ampliação do Mundial para 64 seleções na próxima edição. A justificativa da entidade é tornar ainda mais inclusiva a competição que celebrará os 100 anos da Copa do Mundo. Com uma possível mudança, a América do Sul passaria a receber 18 partidas, em vez das três inicialmente previstas.

A ideia foi apresentada pela primeira vez pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, em março de 2025. O presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Domínguez, apoiou publicamente a ideia e disse que a nova expansão seria um "sonho". Em outubro, a proposta chegou a ser colocada na pauta de uma reunião do Conselho da Fifa, mas acabou não sendo debatida.

O formato com 64 seleções eliminaria a necessidade de classificar os oito melhores terceiros colocados para a fase de mata-mata, como ocorreu na Copa deste ano e que foi um dos "problemas" do torneio. A proposta prevê 16 grupos de quatro equipes, com os dois primeiros avançando para a fase eliminatória. Com isso, a fase de grupos passaria de 72 para 96 partidas.

Apesar da ideia ter surgido na Conmebol, ela enfrenta resistência dentro da própria entidade e também entre dirigentes do futebol internacional. A Concacaf, que reúne associações da América do Norte e do Caribe, e a AFC, do continente asiático, indicaram ser contrárias à proposta. A Uefa é a principal opositora, por entender que o formato criaria dificuldades logísticas.

Fonte : https://ge.globo.com/

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