
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade vai analisar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções. Em entrevista ao portal suíço Bluewin, o dirigente disse que o tema será debatido após o Mundial de 2026, o que adicionaria 16 equipes em relação ao atual formato do torneio.
– Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa – disse Gianni Infantino em entrevista ao Bluewin no início da semana.
O porta-voz da Fifa posteriormente divulgou um comunicado, explicando a situação:
– Uma proposta para analisar a Copa do Mundo da Fifa com 64 equipes para comemorar o centenário da competição em 2030 foi espontaneamente levantada por uma membro do Conselho da Fifa, no item "diversos" da agenda, perto do fim da reunião do Conselho, realizada em 5 de março de 2025. A ideia foi reconhecida, pois a Fifa tem o dever de analisar qualquer proposta de um de seus membros do Conselho.
Atualmente, a Copa do Mundo conta com 48 seleções. O formato estreou na edição deste ano, ampliando em 16 o número de participantes em relação aos Mundiais disputados entre 1998 e 2022. Para o presidente da Fifa, a mudança foi um "enorme sucesso", o que pode abrir espaço para que a entidade avalie um novo aumento no número de equipes.
– Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações sonham em disputar uma Copa do Mundo. A qualidade do futebol continua evoluindo em todas as partes do planeta. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo – afirmou Infantino.
Em comemoração ao centenário do torneio, a próxima Copa do Mundo, em 2030, será realizada em seis países de três continentes: Argentina, Paraguai e Uruguai (América do Sul); Espanha e Portugal (Europa); e Marrocos (África). A princípio, cada um dos países sul-americanos receberá apenas uma partida, enquanto os demais anfitriões sediarão a maior parte da competição.
Desde 2025, a Conmebol defende a ampliação do Mundial para 64 seleções na próxima edição. A justificativa da entidade é tornar ainda mais inclusiva a competição que celebrará os 100 anos da Copa do Mundo. Com uma possível mudança, a América do Sul passaria a receber 18 partidas, em vez das três inicialmente previstas.
A ideia foi apresentada pela primeira vez pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso, em março de 2025. O presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Domínguez, apoiou publicamente a ideia e disse que a nova expansão seria um "sonho". Em outubro, a proposta chegou a ser colocada na pauta de uma reunião do Conselho da Fifa, mas acabou não sendo debatida.
O formato com 64 seleções eliminaria a necessidade de classificar os oito melhores terceiros colocados para a fase de mata-mata, como ocorreu na Copa deste ano e que foi um dos "problemas" do torneio. A proposta prevê 16 grupos de quatro equipes, com os dois primeiros avançando para a fase eliminatória. Com isso, a fase de grupos passaria de 72 para 96 partidas.
Apesar da ideia ter surgido na Conmebol, ela enfrenta resistência dentro da própria entidade e também entre dirigentes do futebol internacional. A Concacaf, que reúne associações da América do Norte e do Caribe, e a AFC, do continente asiático, indicaram ser contrárias à proposta. A Uefa é a principal opositora, por entender que o formato criaria dificuldades logísticas.
Fonte : https://ge.globo.com/



