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PT convoca deputados e deve oficializar candidatura de Patrus na próxima segunda-feira

Decisão se dá após encontro do deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte com Lula nessa quinta-feira

17 de julho de 2026 às 16:54
PT convoca deputados e deve oficializar candidatura de Patrus na próxima segunda-feira
Patrus é deputado federal, foi ex-prefeito de Belo Horizonte e ocupou ministérios nos primeiros governos de Lula, entre 2003 e 2010

O Partido dos Trabalhadores (PT) convocou as bancadas de deputados federal e estadual e toda a executiva para uma reunião na próxima segunda-feira (20/7), que deve oficializar Patrus Ananias como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. A convocação foi feita na manhã desta sexta-feira (17/7), horas após a reunião entre Patrus e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, para tratar do assunto.

A reunião será em um hotel na avenida Álvares Cabral, no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul da capital mineira. De acordo com interlocutores ouvidos por O TEMPO, o encontro servirá justamente para formalizar a situação, já tratada como certa pelo coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT, Jilmar Tatto, conforme mostrou a reportagem. O encontro está marcado para às 9h e, logo após, os petistas devem comunicar a decisão à imprensa e militância. A agenda já era esperada, já que em nota, divulgada na manhã desta sexta, a presidente do PT em Minas, deputada estadual Leninha, disse que depois da conversa entre Lula e Patrus o próximo passo seria o prosseguimos das discussões nas instâncias do PT e no diálogo com partidos aliados.

"As definições sobre uma possível candidatura ao Governo de Minas serão comunicadas oficialmente pelo partido no momento oportuno", comunicou a parlamentar. Sobre a conversa com Lula, Leninha classificou o encontro como "muito positivo". "Reforçou o compromisso com a construção de um projeto que esteja de acordo com as necessidades da população e com o desenvolvimento do estado", frisou.

Fim de impasse

A possível confirmação de Patrus Ananias como o responsável por encabeçar o palanque do PT em Minas ocorre após o deputado ter descartado a possibilidade. No dia 4 de julho, quando lançou a pré-candidatura a deputado federal, Patrus afirmou à reportagem de O TEMPO que não tinha pretensões de assumir a candidatura.

Durante o evento, realizado na região da Lagoinha, em BH, houve rumores de uma possível candidatura. “Eu sou candidato a deputado federal. Estou lançando a minha pré-candidatura à reeleição e digo isso considerando também o meu momento existencial, minhas condições também pessoais, familiares e de vida”, relatou Patrus.

No entanto, três dias após lançar sua pré-candidatura à reeleição na Câmara, Patrus entrou de vez no radar petista e foi oficialmente procurado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que tratou da possibilidade com ele. A conversa que se deu por telefone ainda teve como participante o ex-ministro dos governos Lula, Gilberto Carvalho.

Na ocasião, Edinho apresentou a Patrus resultados de uma pesquisa interna que colocaram o deputado em destaque e com boas condições de assumir uma candidatura ao governo de Minas.

Bate-cabeça

A sinalização de que o palanque de Lula será definido em Minas se dá após meses de um bate-cabeça da legenda. O partido apostou todas as fichas no senador Rodrigo Pacheco (PSB) que, após impor meses de espera aos petistas, anunciou o fim do ciclo na política. Sem Pacheco, o PT voltou a tentar uma composição com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que negou a ideia, como já feito anteriormente.

Os petistas ainda tentaram convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a abandonar a pré-candidatura ao Senado e se entrar na corrida ao governo. Ela, porém, resistiu à pressão e se manteve na disputa por uma vaga no Congresso. Por fim, o Partido dos Trabalhadores ainda chegou a aventar a possibilidade de apoiar as pré-candidaturas de Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), mas as tratativas não avançaram.

Azevedo, inclusive, foi o que teve melhor desempenho em pesquisas internas, e tinha também o apoio do PV e do PCdoB, mas o nome dele enfrentou, segundo interlocutores, resistências entre caciques do PT em Minas e em Brasília.

Fonte : https://www.otempo.com.br/

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