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Agosto Lilás: informação, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher

O I.V.V.I, por meio do NAMI, fortalece a mobilização pelo fim da violência contra as mulheres em Ituverava

21 de agosto de 2026 às 17:14
Agosto Lilás: informação, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher
O presidente José Constantino da Silva e integrantes do IVVI/NAF participam de ação alusiva ao Agosto Lilás

No mês de agosto, o I.V.V.I – Instituto Valorização da Vida de Ituverava, por meio do NAMI – Núcleo de Apoio às Mulheres Ituverava, tem realizado um extraordinário trabalho intensificado ações de conscientização, informação e mobilização em torno do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

O NAMI é uma iniciativa voltada ao acolhimento, orientação e fortalecimento das mulheres, contribuindo para que elas conheçam melhor seus direitos, reconheçam situações de violência e saibam onde buscar apoio e proteção.

O trabalho desenvolvido pelo Núcleo parte de uma compreensão fundamental: informação também é uma forma de proteção.

O que é o Agosto Lilás?

O Agosto Lilás é um período de mobilização e conscientização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.

A campanha busca ampliar o debate sobre a violência de gênero, divulgar os direitos das mulheres, fortalecer a rede de proteção e incentivar a sociedade a não se calar diante de situações de violência.

A violência contra a mulher não acontece apenas quando existe agressão física.

Ela pode assumir diferentes formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa.

Entre os principais tipos de violência estão:

• Violência física: agressões, empurrões, socos, tapas e outras ações que causem dano ao corpo

• Violência psicológica: ameaças, humilhações, controle, isolamento, chantagens, intimidações e desvalorização

• Violência sexual: qualquer situação em que a mulher seja obrigada ou pressionada a participar de uma prática sexual contra sua vontade

• Violência patrimonial: retenção, destruição ou controle de documentos, dinheiro, objetos, bens e recursos econômicos

• Violência moral: calúnia, difamação, injúria, insultos e outras ações que atinjam a honra da mulher

• Violência vicária: ocorre quando o agressor utiliza pessoas ou vínculos importantes para a mulher, especialmente os filhos, familiares ou pessoas próximas, para causar sofrimento, medo, controle ou atingir emocionalmente a vítima.

Pode envolver ameaças, manipulação, afastamento dos filhos, uso das crianças em conflitos e outras formas de causar sofrimento à mulher por meio de alguém que ela ama.

Reconhecer essas formas de violência é essencial para que mulheres e toda a comunidade possam identificar sinais de abuso e buscar ajuda.

Informação que chega até a comunidade

Para o I.V.V.I/NAMI, falar sobre o Agosto Lilás significa ultrapassar os espaços institucionais e levar informação, conscientização e diálogo para diferentes pontos da comunidade.

Por isso, ao longo do mês, a equipe vem promovendo rodas de conversa, palestras, visitas, ações educativas e panfletagens em diversos espaços de Ituverava.

Durante as ações de panfletagem, também foram distribuídos brindes gentilmente doados pela Indústria Santa Maria, com produtos da linha Corpus, e pela Pharma-In, contribuindo para tornar a mobilização ainda mais acolhedora e próxima da população

“A parceria demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade”, afirma a direção da entidade.

Diálogo e conscientização

O NAMI esteve à frente de momentos de diálogo com mulheres atendidas pelo CRAS 1, em uma tarde de muito aprendizado, troca de experiências e conscientização.

A iniciativa também foi realizada com as mulheres acompanhadas pelo PAIF (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família), proporcionando um espaço de escuta, acolhimento e compartilhamento de histórias e conhecimentos.

Rede de parceiros fortalece a mobilização

Outro momento importante aconteceu na Guarda Mirim, onde foram realizadas cerca de duas horas de conversa com os participantes.

A atividade possibilitou ampliar o conhecimento sobre a violência contra a mulher e reforçar a importância de construir relações baseadas no respeito e na igualdade.

A mobilização também chegou a outros espaços da cidade, com ações programadas junto à Speed Kids, EMEF Jardim Guanabara, além da articulação com o Rotary Club que, segundo a entidade, demonstrou interesse em receber uma palestra para seus integrantes.

Denunciar é romper o silêncio

O NAMI reforça que, em situações de violência, a mulher não precisa enfrentar tudo sozinha. “É fundamental buscar apoio e utilizar os canais disponíveis para denúncia e proteção”, alerta.

Entre os canais de atendimento estão:

Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: canal nacional para orientação, acolhimento e registro de denúncias relacionadas à violência contra a mulher.

190 – Polícia Militar: em situações de emergência ou quando a mulher estiver em perigo imediato.

Além disso, a mulher pode procurar os serviços da rede de proteção e atendimento do município, como serviços de assistência social, saúde, órgãos de segurança e demais equipamentos que possam realizar acolhimento e encaminhamento.

Compromisso com o respeito e a proteção às mulheres

O I.V.V.I/NAMI ainda reforça seu compromisso em continuar contribuindo para uma Ituverava onde as mulheres sejam respeitadas, tenham seus direitos garantidos e saibam que não estão sozinhas.

“O Agosto Lilás é um convite à sociedade: informe-se, converse, acolha, denuncie e não seja conivente com a violência”, observa a direção.

Uma rede que precisa estar mobilizada

A violência contra a mulher não é um problema exclusivamente delas. É uma questão social que exige o envolvimento de toda a comunidade, das instituições, dos serviços públicos e das organizações da sociedade civil.

“Por isso, a mobilização realizada pelo I.V.V.I/NAMI durante o Agosto Lilás representa mais do que uma agenda de palestras. É uma estratégia de prevenção, educação e fortalecimento da rede de proteção”, ressalta a direção da entidade.

“Cada roda de conversa, panfleto entregue, palestra realizada e cada mulher que encontra um espaço seguro para falar são oportunidades para transformar informação em proteção”, sublinha.

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