
No mês de agosto, o I.V.V.I – Instituto Valorização da Vida de Ituverava, por meio do NAMI – Núcleo de Apoio às Mulheres Ituverava, tem realizado um extraordinário trabalho intensificado ações de conscientização, informação e mobilização em torno do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.
O NAMI é uma iniciativa voltada ao acolhimento, orientação e fortalecimento das mulheres, contribuindo para que elas conheçam melhor seus direitos, reconheçam situações de violência e saibam onde buscar apoio e proteção.
O trabalho desenvolvido pelo Núcleo parte de uma compreensão fundamental: informação também é uma forma de proteção.
O que é o Agosto Lilás?
O Agosto Lilás é um período de mobilização e conscientização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.
A campanha busca ampliar o debate sobre a violência de gênero, divulgar os direitos das mulheres, fortalecer a rede de proteção e incentivar a sociedade a não se calar diante de situações de violência.
A violência contra a mulher não acontece apenas quando existe agressão física.
Ela pode assumir diferentes formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa.
Entre os principais tipos de violência estão:
• Violência física: agressões, empurrões, socos, tapas e outras ações que causem dano ao corpo
• Violência psicológica: ameaças, humilhações, controle, isolamento, chantagens, intimidações e desvalorização
• Violência sexual: qualquer situação em que a mulher seja obrigada ou pressionada a participar de uma prática sexual contra sua vontade
• Violência patrimonial: retenção, destruição ou controle de documentos, dinheiro, objetos, bens e recursos econômicos
• Violência moral: calúnia, difamação, injúria, insultos e outras ações que atinjam a honra da mulher
• Violência vicária: ocorre quando o agressor utiliza pessoas ou vínculos importantes para a mulher, especialmente os filhos, familiares ou pessoas próximas, para causar sofrimento, medo, controle ou atingir emocionalmente a vítima.
Pode envolver ameaças, manipulação, afastamento dos filhos, uso das crianças em conflitos e outras formas de causar sofrimento à mulher por meio de alguém que ela ama.
Reconhecer essas formas de violência é essencial para que mulheres e toda a comunidade possam identificar sinais de abuso e buscar ajuda.
Informação que chega até a comunidade
Para o I.V.V.I/NAMI, falar sobre o Agosto Lilás significa ultrapassar os espaços institucionais e levar informação, conscientização e diálogo para diferentes pontos da comunidade.
Por isso, ao longo do mês, a equipe vem promovendo rodas de conversa, palestras, visitas, ações educativas e panfletagens em diversos espaços de Ituverava.
Durante as ações de panfletagem, também foram distribuídos brindes gentilmente doados pela Indústria Santa Maria, com produtos da linha Corpus, e pela Pharma-In, contribuindo para tornar a mobilização ainda mais acolhedora e próxima da população
“A parceria demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade”, afirma a direção da entidade.
Diálogo e conscientização
O NAMI esteve à frente de momentos de diálogo com mulheres atendidas pelo CRAS 1, em uma tarde de muito aprendizado, troca de experiências e conscientização.
A iniciativa também foi realizada com as mulheres acompanhadas pelo PAIF (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família), proporcionando um espaço de escuta, acolhimento e compartilhamento de histórias e conhecimentos.
Rede de parceiros fortalece a mobilização
Outro momento importante aconteceu na Guarda Mirim, onde foram realizadas cerca de duas horas de conversa com os participantes.
A atividade possibilitou ampliar o conhecimento sobre a violência contra a mulher e reforçar a importância de construir relações baseadas no respeito e na igualdade.
A mobilização também chegou a outros espaços da cidade, com ações programadas junto à Speed Kids, EMEF Jardim Guanabara, além da articulação com o Rotary Club que, segundo a entidade, demonstrou interesse em receber uma palestra para seus integrantes.
Denunciar é romper o silêncio
O NAMI reforça que, em situações de violência, a mulher não precisa enfrentar tudo sozinha. “É fundamental buscar apoio e utilizar os canais disponíveis para denúncia e proteção”, alerta.
Entre os canais de atendimento estão:
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: canal nacional para orientação, acolhimento e registro de denúncias relacionadas à violência contra a mulher.
190 – Polícia Militar: em situações de emergência ou quando a mulher estiver em perigo imediato.
Além disso, a mulher pode procurar os serviços da rede de proteção e atendimento do município, como serviços de assistência social, saúde, órgãos de segurança e demais equipamentos que possam realizar acolhimento e encaminhamento.
Compromisso com o respeito e a proteção às mulheres
O I.V.V.I/NAMI ainda reforça seu compromisso em continuar contribuindo para uma Ituverava onde as mulheres sejam respeitadas, tenham seus direitos garantidos e saibam que não estão sozinhas.
“O Agosto Lilás é um convite à sociedade: informe-se, converse, acolha, denuncie e não seja conivente com a violência”, observa a direção.
Uma rede que precisa estar mobilizada
A violência contra a mulher não é um problema exclusivamente delas. É uma questão social que exige o envolvimento de toda a comunidade, das instituições, dos serviços públicos e das organizações da sociedade civil.
“Por isso, a mobilização realizada pelo I.V.V.I/NAMI durante o Agosto Lilás representa mais do que uma agenda de palestras. É uma estratégia de prevenção, educação e fortalecimento da rede de proteção”, ressalta a direção da entidade.
“Cada roda de conversa, panfleto entregue, palestra realizada e cada mulher que encontra um espaço seguro para falar são oportunidades para transformar informação em proteção”, sublinha.



