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Flávio Bolsonaro grava vídeo para declarar apoio à candidatura de Eduardo Cunha

Cunha foi responsável por aceitar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma e foi preso preventivamente durante a Operação Lava Jato

27 de agosto de 2026 às 12:12
Flávio Bolsonaro grava vídeo para declarar apoio à candidatura de Eduardo Cunha
O vídeo foi publicado nas redes sociais do candidato à Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG)

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, gravou um vídeo ao lado de Eduardo Cunha para declarar apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara. O registro foi publicado nas redes sociais de Cunha, que tenta retornar ao Congresso como deputado federal pelo partido Republicanos.

"Meus amigos de Minas Gerais, estou aqui com uma pessoa que tem um papel importante na história do nosso Brasil. Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história e que, graças a Deus, o Brasil reagiu a tempo", afirmou o senador.

No vídeo, Cunha afirma que, apesar de seu partido ter declarado neutralidade nas eleições presidenciais, ele também está apoiando a candidatura de Flávio. Na legenda da publicação, o ex-presidente da Câmara diz que "recebe com gratidão" o apoio do senador. Ele também escreveu que tem orgulho de sua atuação na Casa Legislativa.

"Tenho orgulho das posições que assumi quando estive à frente da Câmara e da coragem necessária para conduzir momentos que entraram para a história do Brasil", afirmou.

Cunha foi responsável por aceitar o pedido de impeachment contra a então presidente Dilma, em dezembro de 2015. A votação da abertura do processo aconteceu em abril de 2016, e ela foi destituída da Presidência em agosto daquele ano.

Processos contra Eduardo Cunha

Menos de um mês após o impeachment de Dilma, em setembro de 2016, o plenário da Câmara aprovou a cassação do mandato de Cunha, que era acusado de mentir durante a CPI da Petrobras. Na época, o então deputado afirmou à comissão que não tinha contas no exterior, mas uma operação do Ministério Público da Suíça descobriu e bloqueou cerca de US$ 5 milhões atribuídos a ele e sua família.

Já em outubro de 2016, o ex-presidente da Câmara foi preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato. Ele era acusado de receber propinas em contratos da Petrobras e de tentar intimidar outros parlamentares para evitar investigações. A detenção foi autorizada pelo então juiz Sérgio Moro (PL-PR), atual candidato ao governo do Paraná (PR) e também aliado de Flávio Bolsonaro.

Entenda mais: Políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa começam campanhas com candidaturas sob dúvida

A prisão de Eduardo Cunha foi convertida em domiciliar em 2021, em meio à pandemia de Covid-19. Já entre 2021 e 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações contra ele, o que o permitiu concorrer nas eleições deste ano. Ao registrar a candidatura, ele declarou mais de R$ 14 milhões de reais em bens.

Fonte : https://www.otempo.com.br/

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