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PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, puxado pela agropecuária, diz IBGE

Economia desacelerou após avançar 1,1% nos primeiros três meses do ano. Agropecuária cresceu 2,8%, enquanto indústria e serviços tiveram altas de apenas 0,1% e 0,2%.

01 de setembro de 2026 às 18:31
PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, puxado pela agropecuária, diz IBGE
Transportadora subcontratou motorista para entregar carga de soja, porém veículo foi furtado — Foto: Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Em valores correntes, a economia brasileira somou R$ 3,4 trilhões no período.

O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB cresceu 1,1%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, porém, a economia avançou 2%.

O crescimento entre abril e junho foi puxado principalmente pela agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Os serviços cresceram 0,2% e a indústria, 0,1%.

"O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado", afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%. As exportações recuaram 0,8%, enquanto as importações subiram 1,8%.

Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026:

Serviços: 0,2%;

Indústria: 0,1%;

Agropecuária: 2,8%;

Consumo das famílias: -0,4%;

Consumo do governo: 0,4%;

Investimentos: 1,2%;

Exportações: -0,8%;

Importações: 1,8%.

Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025:

Serviços: 1,5%;

Indústria: 1,5%;

Agropecuária: 6,8%;

Consumo das famílias: 0,5%;

Consumo do governo: 3,1%;

Investimentos: 1,4%;

Exportações: 3,8%;

Importações: 5,5%.

Agropecuária é destaque

A agropecuária foi o setor que mais cresceu no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor cresceu 6,8%, favorecido pelo desempenho da pecuária e de culturas agrícolas que registraram aumento na produção estimada e ganhos de produtividade

Entre os destaques das lavouras estão:

🌱 Soja: +5,3%;☕ Café: +15,1%;🍚 Arroz: -11,3%;🧵 Algodão: -7%;🌽 Milho: estabilidade na produção.

Esses números comparam a produção de cada cultura com o mesmo período do ano passado. Isso acontece porque o IBGE não possui, para cada lavoura, dados ajustados para eliminar efeitos típicos de cada época do ano. Por isso, esses percentuais não mostram quanto cada cultura contribuiu para a alta de 2,8% da Agropecuária em relação ao primeiro trimestre.

Consumo das famílias cai no trimestre

O consumo das famílias caiu 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, houve crescimento de 0,5%.

A queda chama atenção porque ocorreu em um período de aumento da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas. Segundo Moraes, porém, os dados do PIB não permitem estabelecer uma relação direta entre esses fatores e o comportamento do consumo.

“A gente não deve fazer uma associação direta entre o aumento da massa de salários e o aumento do consumo na mesma medida. Não quero especular sobre os motivos. Com as informações que temos, não dá para saber se isso é efeito dos juros, do câmbio ou de outros fatores”, afirmou.

Juros elevados tendem a encarecer o crédito e podem reduzir o consumo. Segundo Moraes, no entanto, os dados do PIB não permitem medir isoladamente o peso dos juros em relação aos demais fatores que influenciam as decisões das famílias.

Indústria é puxada pela extração de petróleo e gás

A indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores.

O resultado foi sustentado pelas Indústrias extrativas, que avançaram 3,4% no trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o segmento cresceu 12%, impulsionado principalmente pelo aumento da extração de petróleo e gás.

Veja os resultados dos segmentos da Indústria na comparação com o trimestre anterior:

🛢️ Indústrias Extrativas: +3,4%;⚡ Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos: -1,1%;🏭 Indústrias de Transformação: -0,4%;🏗️ Construção: -0,4%.

Apesar da queda em relação ao primeiro trimestre, a Construção cresceu 1% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Já a Indústria de transformação recuou 0,9% na comparação anual, enquanto o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,5%.

Informação e comunicação se destaca entre os Serviços

O setor de serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano.

O maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 2,1%. Também houve avanço em Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).

O Comércio e as Outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.

Já Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, os serviços cresceram 1,5%. Todas as atividades tiveram resultado positivo, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 8,4%.

Veja a variação das atividades na comparação anual:

💻 Informação e comunicação: 8,4%;🏠 Atividades imobiliárias: 2,2%;🚚 Transporte, armazenagem e correio: 1,2%;🧑‍💼 Outras atividades de serviços: 1,1%;💰 Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 1,0%;🛍️ Comércio: 0,9%;🏛️ Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: 0,9%.

No semestre, PIB cresce 1,9%

No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os grandes setores, a agropecuária avançou 3,6%, os serviços cresceram 1,8% e a indústria, 1,6%.

Entre os destaques, as Indústrias extrativas cresceram 12,5%, enquanto Informação e comunicação avançou 8%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias aumentou 1,1% e o consumo do governo, 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.

No setor externo, as exportações cresceram 5,5%, enquanto as importações avançaram 3,4%.

Fonte : https://g1.globo.com/

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