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Tarcísio promete 10 novos presídios, relativiza resultado pior na educação de SP e atribui falta d’água e acidentes a aceleração de obras

O candidato do Republicanos ao governo de SP foi o entrevistado desta terça-feira (15) do telejornal SP1, da TV Globo. Fernando Haddad (PT) foi entrevistado na segunda-feira (14).

15 de setembro de 2026 às 14:03
Tarcísio promete 10 novos presídios, relativiza resultado pior na educação de SP e atribui falta d’água e acidentes a aceleração de obras
Tarcísio de Freitas (Republicanos) com Alan Severiano no estúdio do 'SP1', em 15 de setembro de 2026. — Foto: Globo/Bob Paulino

O candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (15) que pretende

O candidato à reeleição ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) prometeu nesta terça-feira (15) construir 10 novos presídios e continuar realizando concursos para aumentar o efetivo das polícias Civil e Militar caso seja reeleito.Em entrevista ao SP1, da TV Globo, o governador de Sâo Paulo também foi questionado sobre o desempenho de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o não cumprimento das metas nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. O governador relativizou o resultado ao destacar a evolução das notas durante sua gestão e citar outros indicadores da educação paulista.

Na segurança pública, Tarcísio afirmou que pretende “aumentar o custo do crime” e defendeu mudanças na legislação para restringir benefícios a criminosos reincidentes. Segundo ele, não é possível combater a criminalidade prendendo repetidamente as mesmas pessoas pelos mesmos delitos.

“A gente entende que precisa aumentar o custo do crime, porque não é possível você combater o crime prendendo o mesmo ladrão, o mesmo marginal 30, 35 vezes pelo mesmo ato.”

O governador afirmou que apresentou aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado propostas para retirar determinados benefícios de reincidentes. Segundo ele, a intenção não é promover “encarceramento em massa”, mas aumentar a percepção de risco para quem pratica crimes de forma habitual.

Mais 10 presídios

Questionado sobre a superlotação do sistema penitenciário paulista, Tarcísio prometeu construir mais dez presídios nos próximos quatro anos.

“A nossa ideia é construir mais dez presídios ao longo dos próximos quatro anos. Presídios modernos, bem estruturados para a gente tirar essa pressão.”

Durante a entrevista, o SP1 citou dados do Tribunal de Contas do Estado segundo os quais o sistema tem 76 mil presos acima da capacidade e seriam necessárias mais de 50 unidades para eliminar o déficit de vagas.

Tarcísio afirmou que o sistema está “bem controlado” e disse que o governo vem realizando remanejamentos e separando presos de acordo com critérios como periculosidade e pertencimento a facções criminosas. Também ponderou que a expansão do sistema precisa respeitar as condições fiscais do estado.

Tarcísio também prometeu continuar realizando concursos para as polícias Civil e Militar. A declaração ocorreu após ser questionado sobre a defasagem no efetivo: segundo dados, a PM tem 7,3 mil policiais a menos do que em 2017.

O governador afirmou que há uma programação para a chegada de 3,5 mil novos policiais e disse que pretende manter as contratações.

“Nós vamos continuar fazendo concurso para dar mais efetivo e colocar mais presença policial na rua.”

Segundo Tarcísio, atualmente o saldo entre entradas e saídas das corporações é positivo. “Hoje a gente está contratando mais do que está saindo”, afirmou.

Questionado sobre acidentes com mortes, falta d’água e o aumento das reclamações contra a Sabesp após a privatização, Tarcísio lamentou as mortes e relacionou o número de acidentes e a falta de água ao ritmo acelerado das obras para conseguir atingir uma meta que chamou de "ousada". “Primeiro a gente tem que lamentar essas mortes, e isso deixa a gente profundamente triste”, afirmou.

Segundo o candidato, a Sabesp “se apressou demais” nas obras porque tem a meta de universalizar o saneamento nos 371 municípios atendidos até 2029. Tarcísio afirmou que, diante dos acidentes, a empresa mudou procedimentos de segurança, com a criação de um departamento ligado diretamente à presidência e a priorização de métodos não destrutivos nas intervenções.

Tarcísio também atribuiu os episódios de falta d’água aos investimentos realizados pela companhia. “A falta d’água está muito relacionada aos investimentos que estão sendo feitos”, afirmou. Segundo ele, intervenções como novas adutoras e reservatórios afetam temporariamente o sistema, enquanto a companhia também precisa substituir uma rede antiga, que, de acordo com o governador, perde cerca de cinco metros cúbicos de água por segundo.

O candidato defendeu os resultados obtidos após a privatização e afirmou que a Sabesp passou a tratar 1 bilhão de litros de esgoto a mais por mês, reduziu em 22% o lançamento de esgoto sem tratamento em rios e mananciais e ampliou o serviço para mais de 1,5 milhão de residências. Sobre as reclamações relacionadas às contas, reconheceu que houve cobranças indevidas e disse que a empresa está revendo os casos e melhorando os canais de atendimento.

Na educação, Tarcísio foi confrontado com o fato de São Paulo não ter atingido as metas do Ideb nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, duas etapas que concentram a atuação da rede estadual.

Segundo os dados apresentados durante a entrevista, nos anos finais do ensino fundamental São Paulo obteve 5,2 em 2025, diante de uma meta de 5,8. No ensino médio, o estado ficou com 4,3, ante uma meta de 5,1.

Tarcísio respondeu destacando que as notas vêm crescendo e citou também resultados do Pisa. No Ideb, afirmou que os anos finais do ensino fundamental passaram de 5,1 para 5,2 e que houve avanço também no ensino médio.

O governador argumentou ainda que é preciso considerar no desempenho do ensino médio os estudantes matriculados no ensino técnico, modalidade que foi ampliada durante sua gestão.

Meta de ensino integral não será atingida

Tarcísio também reconheceu que não deverá cumprir a promessa feita na campanha de 2022 de ter 60% dos alunos da rede estadual no ensino integral. Atualmente, segundo dados da Secretaria da Educação citados na entrevista, pouco mais de 30% dos estudantes estão nessa modalidade.

O governador disse que sua gestão priorizou a estruturação das unidades e afirmou que não basta transformar formalmente uma escola em tempo integral sem oferecer atividades e profissionais necessários.

Tarcísio prometeu ampliar em mais 500 unidades o número de escolas de tempo integral nos próximos anos, mas admitiu, ao ser questionado se chegaria aos 60% prometidos: “Não devemos chegar.”

Segundo ele, é preciso ter “o pé no chão” e levar em consideração tanto a estrutura das unidades quanto a consulta às comunidades escolares antes da transformação.

Caso Master

No início da entrevista, Tarcísio também foi questionado sobre as investigações do Banco Master e seus possíveis efeitos sobre a campanha eleitoral.

O governador afirmou que o caso não afeta sua campanha e defendeu uma investigação ampla, com transparência e responsabilização dos envolvidos.

“A gente precisa sair daquela fase do corporativismo, aquela fase do silêncio, para ingressar numa fase de transparência, de apuração, de responsabilização. Tudo tem que vir às claras para que o eleitor possa tomar suas decisões.”

Tarcísio afirmou que o país vive um momento de “exaustão ética” e defendeu que todas as informações sobre o caso venham a público.

Fonte : https://g1.globo.com/

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