
A Etec “Professor José Ignácio de Azevedo Filho”, de Ituverava, promove no dia 29 de setembro, às 19h30, palestra sobre a Reforma Tributária, tema que vem provocando mudanças na forma de tributação do consumo no Brasil.
O evento será realizado na própria unidade escolar e é voltado a alunos, professores, empresários e demais interessados no assunto.
Com o tema “Reforma Tributária: sua empresa está preparada para proteger seus resultados?”, a palestra será proferida pela professora e especialista em Reforma Tributária - Aline França.
A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.
Como participar
As inscrições podem ser realizadas por meio do QR Code divulgado no material do evento. Informações também podem ser obtidas pelo telefone (16) 99620-9487.
Mudanças já começaram
A Reforma Tributária do Consumo promove uma mudança estrutural no sistema de impostos sobre bens e serviços.
Aprovada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023, e regulamentada posteriormente por leis complementares, a reforma prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS). (Serviços e Informações do Brasil)
A implantação ocorre de forma gradual. O ano de 2026 é o inicial de implementação e testes, enquanto a transição dos tributos atuais para o novo modelo seguirá nos próximos anos, com previsão de conclusão em 2033. (Serviços e Informações do Brasil)
Segundo a palestrante Aline França, a mudança vai além da substituição de impostos e exige que empresas e profissionais compreendam como o novo sistema poderá interferir nas operações.
“Mais do que trocar nomes de impostos, estamos diante de uma mudança na lógica de tributação”, explica.
Impactos para empresas
Entre as principais alterações está a substituição gradual de tributos atuais.
A CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto o IBS substituirá gradualmente ICMS e ISS.
O novo modelo também amplia a sistemática de aproveitamento de créditos tributários e adota a tributação no destino, relacionada ao local de consumo. (Serviços e Informações do Brasil)
Para as empresas, a transição envolve a necessidade de revisar sistemas, documentos fiscais, contratos, processos, formação de preços e gestão financeira.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estabeleceram cronogramas para a adaptação dos documentos fiscais eletrônicos às novas exigências. (Serviços e Informações do Brasil)
Efeitos diversos
A palestrante ressalta que os efeitos não serão necessariamente iguais para todos os setores.
“Os impactos sobre preços e resultados dependerão de fatores como atividade econômica, cadeia produtiva, créditos tributários, regime de tributação, concorrência e capacidade de cada empresa de repassar ou absorver mudanças”, explica.
“A Reforma Tributária precisa ser tratada como um assunto de gestão".
"Não basta saber qual será a nova alíquota ou qual imposto será substituído. É preciso entender como as mudanças podem afetar o preço de venda, as margens, os contratos, os fornecedores, os clientes, os créditos tributários e, principalmente, o fluxo de caixa da empresa”, afirma Aline.
Oportunidades para estudantes
A palestra também terá como foco os estudantes que estão ingressando no mercado de trabalho.
Para Aline, compreender o sistema tributário pode se tornar um diferencial profissional, mesmo para quem não pretende atuar diretamente na área contábil.
Segundo ela, os efeitos da reforma alcançam áreas como administração, direito, tecnologia, vendas, compras, logística, finanças, contabilidade e formação de preços.
“Com a adaptação das empresas às novas regras, profissionais capazes de interpretar informações, trabalhar com tecnologia e compreender os impactos tributários poderão encontrar novas oportunidades”, disse.
“A Reforma Tributária não é um assunto restrito à contabilidade”, destaca a especialista. Para ela, o momento de transformação exige profissionais com capacidade de aprendizado, análise e adaptação".
Transição exige planejamento
A implantação gradual do novo sistema também representa um desafio para empresas e profissionais.
A legislação e a regulamentação passam por atualizações, enquanto sistemas e processos precisam ser adaptados.
Em 2026, por exemplo, contribuintes passaram a ter novas obrigações relacionadas à emissão de documentos fiscais com destaque de IBS e CBS, conforme o cronograma oficial.
Para a palestrante, especialmente pequenas e médias empresas devem acompanhar também as mudanças de perto e transformar a reforma em uma pauta de planejamento, e não apenas em uma responsabilidade atribuída ao contador.
“O grande desafio é fazer com que a mudança alcance os objetivos de simplificação, transparência, segurança jurídica e eficiência sem gerar desorganização durante o período de transição”, finaliza Aline França.



