
Uma funcionária de uma agência do Banco Santander em Miguelópolis foi presa na segunda-feira, 28 de setembro, por suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de clientes.
As investigações apontam que Vanessa Gonçalves Miranda fez movimentações indevidas nas contas de correntistas, principalmente idosos, entre 2024 e 2026.
O namorado dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, também foi preso por suspeita de participação no caso.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, os dois tinham um mandado de prisão preventiva em aberto e investigados por furtos cometidos mediante abuso de confiança contra pessoas idosas e vulneráveis.
À EPTV, afiliada da TV Globo, a defesa do dentista disse que ele desconhece as acusações e não tem envolvimento com qualquer ilegalidade relacionada à investigação.
Ele passou por audiência de custódia na terça-feira, 29, e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca (SP)
A defesa da bancária também foi procurada, mas não deu retorno até a última atualização desta reportagem.
Banco tranquiliza clientes
Em nota, o Santander afirmou que sua área de inteligência coopera com a Polícia Civil desde o início da investigação para apurar os fatos e responsabilizar os autores.
O banco disse ainda que "nenhum cliente terá prejuízo financeiro" e que tem sistemas de prevenção a fraudes para identificar e coibir desvios de conduta.
Como começaram as investigações
Ainda segundo a polícia, o casal passou a ser investigado após as vítimas registrarem boletins de ocorrência afirmando que não reconheciam movimentações financeiras feitas nas próprias contas bancárias.
Após as denúncias, um inquérito foi instaurado para apurar a suspeita de que os crimes eram cometidos dentro da agência.
Durante as investigações, a polícia descobriu que Vanessa se valia da confiança dos correntistas para movimentar e sacar valores indevidamente.
Ela trabalhava no Santander há mais de 12 anos.
Suspeita de lavagem de dinheiro
A polícia também apontou que Adilson tinha livre trânsito na agência e retirava os valores que eram entregues a ele pela bancária.
O casal ainda praticou o crime de lavagem de dinheiro, uma vez que a polícia informou que há indícios de que os valores eram desviados para diversas outras contas, além de casas de jogos e apostas, para dar a aparência de rendimentos lícitos.
Fonte: G1



