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Outubro Roxo busca conscientizar a população sobre a Síndrome de Rett

Estima-se que mais de 4 mil pessoas vivem com a Síndrome de Rett no Brasil (perda de função das mãos ou movimentos estereotipados)

27 de outubro de 2026 às 15:33
Outubro Roxo busca conscientizar a população sobre a Síndrome de Rett
Causada por uma mutação genética, a Síndrome de Rett afeta principalmente meninas

Perda de função das mãos ou movimentos estereotipados (contorções, apertos, palmas, esfregões e levar as mãos à boca), perda de habilidades, perda parcial ou total da fala e disfunção motora.

Estes são os sintomas mais comuns da Síndrome de Rett, uma doença neurológica progressiva causada por uma mutação genética.

Ela é a segunda maior causa genética de deficiência intelectual em meninas, atrás apenas da Síndrome de Down.

Outubro é o mês de conscientização da doença, uma causa social importante para os portadores da condição e familiares, já que contribui com a divulgação de informações, compaixão e inclusão.

A campanha “Outubro Roxo” é um alerta para pais, familiares e também responsáveis.

A síndrome pode aparecer precocemente, mas com rápida identificação e tratamento adequado, é possível garantir bem-estar e qualidade de vida à criança.

Prevalência e primeiro caso no Brasil

Considerada uma doença rara, a prevalência da Síndrome de Rett é de uma em cada 10.000 a 20.000 pessoas do sexo feminino.

Entretanto, apesar de ter maior incidência em meninas, existem meninos com Rett.

Definida como uma desordem do desenvolvimento neurológico, a síndrome foi reconhecida pela comunidade médica na década de 1980.

O primeiro caso registrado no Brasil foi em 1986, pela equipe do médico Sérgio Rosenberg, da Santa Casa de São Paulo.

Segundo a Associação Brasileira de Síndrome de Rett (Abre-te), estima-se que existam cerca de 4 mil a 6 milpessoas vivendo com a Síndrome de Rett no Brasil, embora muitos casos permaneçam sem diagnóstico oficial devido à subnotificação.

Como é o diagnóstico da Síndrome de Rett?

O diagnóstico é realizado por um neuropediatra que observará os sintomas apresentados.

A característica analisada é, basicamente, a perda da capacidade de movimentar as mãos por volta dos 24 a 30 meses de vida.

Outro método usado para diagnóstico é a realização de um teste genético, já que cerca de 80% das crianças com Síndrome de Rett clássica têm mutações no gene MECP2.

Estágios

A Síndrome de Rett ocorre em quatro estágios, são eles: estágio de desenvolvimento normal até 6 ou 18 meses de vida; estágio breve de estagnação do desenvolvimento; estágio de rápida regressão do desenvolvimento neuropsicomotor e estágio de longa estabilização.

Tratamento

A Síndrome de Rett ainda não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de medicamentos que diminuem as crises epilépticas e a espasticidade, por exemplo.

A fisioterapia e a estimulação psicomotora são fundamentais, pois ajudam a melhorar o tônus, a postura, a respiração e utilizam técnicas que ajudam no desenvolvimento infantil.

Sobre a “Abre-te”

A Associação Brasileira de Síndrome de Rett é sediada em São Paulo, mas atua em âmbito nacional através dos Núcleos de Apoio e Orientação a Famílias, liderados por voluntários, na sua maioria familiares de pessoas afetadas pela síndrome.

Atua na promoção da saúde, aprendizagem e exercício de cidadania para indivíduos com a Síndrome de Rett em todo o território nacional, para que possam ser incluídos na sociedade com o respeito que suas diferenças merecem, subsidiando suas famílias com acolhimento e divulgação de conhecimentos. Sindrome de Rett.

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