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PF apura se Flávio teve ajuda de empresários para fuga do Brasil

Segundo relatos feitos à CNN, investigadores desconfiam de políticos e empresários

29 de outubro de 2026 às 10:57
PF apura se Flávio teve ajuda de empresários para fuga do Brasil
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil • Getty Images

A Polícia Federal apura se o candidato derrotado à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, teve ajuda para fugir do Brasil.

A suspeita, segundo relatos feitos à CNN, é de que o senador fluminense contou com o suporte de empresários e políticos de direita.

Para isso, investigadores apuram quem são os proprietários dos carros e aviões que transportaram o senador até os Estados Unidos.

Agentes policiais não descartam solicitar quebras de sigilos telemáticos e telefônicos para investigar em detalhes o plano de fuga.

Flávio viajou inicialmente para a fronteira entre Brasil e Argentina. No país vizinho, pegou um avião que parou no Equador para reabastecimento e depois prosseguiu aos Estados Unidos.

A Polícia Federal monitorava uma ameaça de fuga antes mesmo do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

O esquema teria o endosso, de acordo com relatos feitos à CNN, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz. Os dois últimos estão nos Estados Unidos.

A saída do Brasil no caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também era cogitada por outros dirigentes bolsonaristas, com receio de prisões determinas pelo Supremo Tribunal Federal.

Por isso, horas depois do resultado do domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do candidato do PL à sucessão presidencial.

Para a Polícia Federal, o envio de recursos para fundos estrangeiros, oriundos da arrecadação com o filme “Dark Horse”, também faria parte de um plano de sobrevivência no exterior.

Por isso que o senador fluminense é investigado por evasão de divisas em dois inquéritos na Polícia Federal. O segundo pelo envio de dinheiro também por meio de negócios com Willer.

Fonte : https://www.cnnbrasil.com.br/

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