Novembro Dourado chama atenção para a prevenção do câncer infantojuvenil

A campanha visa alertar a sociedade para importância do diagnóstico precoce da doença em crianças e adolescente

Câncer é primeira causa de morte por doença em crianças, no entanto, o Inca lembra que a enfermidade é altamente curável

O câncer infantil é a primeira causa de morte por doença em crianças e a segunda causa de óbito em todas as cidade, a primeira seria acidentes.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que no triênio 2023/2025 ocorrerão, a cada ano, 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade.
Com o objetivo de alertar a sociedade para importância do diagnóstico precoce da doença em crianças e adolescentes, desde 2024 é promovida a Campanha Novembro Dourado, criada pela Confederação Nacional de Instituições de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc).
A escolha pelo mês de novembro ocorreu porque no dia 23 deste mês, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (Lei N.° 11.650, de 4 de abril de 2008).
Desta maneira, a ação procura alertar a sociedade sobre a doença e exigir do Ministério da Saúde providências com relação ao diagnóstico do câncer em idade precoce.

Por que é tão necessário um diagnóstico precoce?
O calendário colorido, que faz parte da campanha Novembro Dourado, surgiu com a intenção de alertar a população sobre a importância de identificar o mais cedo possível, a existência do câncer e a importância do tratamento da doença.
A campanha Novembro Dourado é divulgada com um laço dourado, que é a cor definida para conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce da doença.
A cor assim como a de outras iniciativas de conscientização, como por exemplo o Outubro Rosa ou o Novembro Azul, tem o objetivo de facilitar a fixação da informação e o sentido da iniciativa.
A ação é realizada por meio das mídias tradicionais e eletrônicas de empresas, instituições públicas e privadas, e organizações não governamentais.
Além disso, diversos monumentos e órgãos públicos também estão sendo coloridos com a cor do movimento.

Tumores mais frequentes na infância e na adolescência
Os tipos de câncer mais comuns em crianças e adolescentes são leucemia, tumores no sistema nervoso e casos de linfoma. O período de suspeita da doença, o diagnóstico e o início do tratamento levam, em média, mais de três meses.
Embora esses três tipos sejam mais frequentes, existe uma gama de tumores, como os embrionários, que ocorrem nos primeiros anos de vida. São exemplos os da retina, de rim, de gânglio simpático.
De acordo com o Inca, no entanto, o tempo ideal a partir da suspeita até o diagnóstico deve ser de apenas 15 dias.
Por isso, a importância do Novembro Dourado para alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce da doença ao mesmo tempo em que busca cobrar recursos do Ministério da Saúde.

Fatores de risco
A campanha Novembro Dourado divulga ainda fatores que comprometem a saúde e orienta sobre os elementos de risco que podem causar o câncer, como: alimentação inadequada, exposição à radiação ultravioleta, não vacinação, exposição ao sol sem protetor solar, entre outros.

Sintomas do câncer infantojuvenil
O câncer infantojuvenil é caracterizado pela proliferação de células anormais de forma descontrolada pelo organismo das crianças e dos jovens.
Podem ser sinais de tumores em crianças uma febre prolongada por mais de sete dias sem causa aparente, dor óssea, anemia, manchas roxas no corpo, dor de cabeça que leva a criança a acordar à noite, seguida de vômito, alterações neurológicas como perda de equilíbrio, massas no corpo, entre outros.
Segundo profissionais do meio oncológico, o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil oferece chance de cura para 90% dos casos – daí a importância de os pais e educadores estarem atentos aos sintomas que podem retornar com frequência nas crianças.
O diagnóstico precoce diminui consideravelmente o agravamento da situação, além de aumentar a possibilidade de cura.

Tratamento

A partir do diagnóstico da doença, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um centro especializado no tratamento do câncer pediátrico. O tratamento, por sua vez, deve ser realizado por profissionais da área e de forma individualizada.
Para cada tipo de câncer, os oncologistas do Inca procuram estudar a biologia da doença, para dar um tratamento que possa levar à chance de cura, com menos efeitos no longo prazo.
Em geral, o tratamento de um câncer infantil leva de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de doença apresentada pelo paciente.
Após esse prazo, a criança fica em acompanhamento, ou “no controle”, por cinco anos. Se a doença não voltar a se manifestar durante esses cinco anos, pode-se considerar o paciente totalmente curado.