O que muda após a Arena Corinthians entrar no Serasa

Nome do estádio está sujo após Caixa entrar com ação contra a falta de pagamento; clube pode perder receita dos jogos se não renegociar financiamento

Arena Corinthians está com o nome no Serasa (Heitor Feitosa/VEJA.com)

A dívida da Arena Corinthians com a Caixa Econômica Federal fez com que o nome do estádio fosse parar no Serasa. O estádio está, como diz a linguagem popular, com o nome sujo. Apesar da preocupação dos corintianos e a “zoeira” das torcidas rivais, não há possibilidade de que o Corinthians pare de jogar em seu estádio, segundo especialistas. Mas a negativação é um alerta de que é preciso que o clube paulista renegocie o contrato do estádio com o banco público.

O pedido para negativação da Arena foi concedido pela Justiça no último dia 27. A inclusão do nome do clube no Serasa já consta nos autos do processo que corre na 24ª Vara Federal Cível. O fato é que, quando uma empresa é incluída em banco de maus pagadores e fica com restrição no nome, tem mais dificuldades para contratar empréstimos e fazer negócios com outras empresas. Como o estádio em si não negocia com fornecedores, não há implicações práticas.

As negociações que envolvem terceiros para a operação do estádio são feitas pelo próprio Corinthians e por um fundo que gerencia o estádio. Como não há restrição desses atores, o time consegue continuar jogando na Arena normalmente. A consequência é mais a pressão da renegociação e os danos a imagem do clube e do estádio. As negociações de naming rights (direito de nome) da Arena, podem ser prejudicadas. 

Fonte: VEJA