Os melhores livros que li no mês de abril

Os melhores livros que li no mês de abril incluem duas excelentes coletâneas lançadas pela Companhia das Letras, duas obras do campo da psicanálise e uma coletânea de tiras de uma das maiores cartunistas e chargistas do Brasil. Confira:

Boa Companhia: Crônicas (Vários autores)
A crônica, gênero literário que desempenha um papel de destaque no Brasil desde os anos 50, é muito bem representada nessa coletânea da Companhia das Letras. Reúne desde textos próximos ao jornalismo (como os de Fernando Gabeira e João do Rio) até histórias divertidíssimas (como as de Luís Fernando Veríssimo e Antônio Prata).

Boa Companhia: Haicai (Vários autores)
Também da Companhia das Letras, essa coletânea reúne os principais representantes do Brasil no tradicional gênero japonês de poesia. A obra engloba nomes que se dedicaram bastante ao haicai, seja de maneira mais “rígida”, como Guilherme de Almeida, até de maneira mais “descompromissada”, como o divertido e sempre ácido Millôr Fernandes. É claro que Paulo Leminski e Alice Ruiz não ficaram de fora da coletânea.

Introdução ao narcisismo (Sigmund Freud)
O volume 12 das obras completas de Sigmund Freud traz textos fundamentais da construção de sua metapsicologia. No livro, além de “Introdução ao narcisismo”, aparecem obras que marcaram o pensamento freudiano como “Os instintos e seus destinos”, “A repressão”, “O inconsciente”, “Luto e melancolia” e “Considerações atuais sobre a guerra e a morte”.
Nos textos é possível perceber que naquele momento, entre 1914 e 1916, conceitos fundamentais para a psicanálise – como superego e pulsão de morte – estavam sendo percebidos e elaborados de maneira mais profunda.

O psicanalista vai ao cinema (Sérgio Telles)
Também no campo da psicanálise, Sérgio Telles apresenta e discute importantes conceitos de Freud e Lacan a partir de filmes Como “Atração Fatal”, “O Show de Truman”, “Dançando no escuro” e “Bicho de sete cabeças”. Esse é o primeiro de três volumes da série “O psicanalista vai ao cinema”.

Manual do Minotauro (Laerte)
Mais de 1.500 tiras contemplam a produção mais recente de Laerte Coutinho, uma das mais importantes cartunistas do país. O humor vai da crítica social ao nonsense, passando, é claro, por importantes discussões sobre gênero.

Bruno da Silva Inácio é jornalista, mestre em Comunicação e pós-graduado em Literatura Contemporânea, Política e Sociedade e Cultura e Literatura. Atualmente cursa quatro especializações (Cinema, Teoria Psicanalítica, Antropologia e Gestão da Comunicação) e reside em Uberlândia, onde trabalha como assessor de imprensa da Prefeitura.
É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto” e “Devaneios e alucinações”, participante de outras quinze obras literárias e colaborador da Tribuna de Ituverava e dos sites Obvious, Provocações Filosóficas e Tenho Mais Discos que Amigos. Também manteve, entre 2015 e 2019, a página “O mundo na minha xícara de café”, que chegou a contar com 250 mil seguidores no Facebook.