Realizada Semana de Prevenção de Leishmaniose

Evento de Prevenção contra Leishmaniose

O setor de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Grupo de Estudos de Zoonoses (GEZO) da Faculdade Dr. Francisco Maeda, realizou nos dias 16 e 17 de agosto, a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral. O evento foi nas Estratégias de Saúde da Família do município.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o evento foi coordenado pela diretora de Vigilância em Saúde, Suseli de Oliveira Vieira, pela Profissional de Informação, Educação e Comunicação, Jéssica Cristina Caretta Teixeira, e pelo docente da Faculdade Dr. Francisco Maeda, Romeu Moreira dos Santos. Participaram da ação treze alunos do curso de Medicina Veterinária, que orientaram sobre a doença, cuidados e prevenção.
A prefeita Adriana Quireza Jacob Lima Machado fala sobre a atividade. “A leishmaniose é uma doença grave e, por isso, é fundamental a conscientização de toda a população sobre os sintomas, métodos de prevenção e tratamento dessa doença. Parabéns à Vigilância em Saúde e ao GEZO pela iniciativa”, declara a prefeita.

A zoonose
A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, causada por um protozoário da espécie Leishmania chagasi, que é transmitido através da picada de fêmeas do inseto infectado. No Brasil o principal vetor do protozoário é o Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como “mosquito-palha” ou “birigui”.
O mosquito-palha é um inseto pequeno e de cor clara, que vive preferencialmente em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de matéria orgânica, as fêmeas se alimentam de sangue no final da tarde e início da noite.
A doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra ou pelo cão, a transmissão se dá quando o mosquito suga o sangue de uma pessoa ou animal infectado, transmitindo o protozoário para outros indivíduos através da picada.
Na área urbana, o cão afetado pelo protozoário é a principal fonte de infectação, devido a sua proximidade com o ser humano. No animal, os principais sinais da doença são: emagrecimento e desnutrição, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas e lesões na pele. Já no ser humano, são observados: emagrecimento, febre de longa duração, fraqueza palidez, inchaço do baço ou fígado, entre outros. A doença se não tratada corretamente, pode levar o indivíduo à morte. A Leishmaniose Visceral possui tratamento gratuito em humanos, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).