Sequência de “Zumbilândia” tem humor e estrutura narrativa do primeiro filme

Com os mesmos protagonistas do primeiro filme – Wichita (Emma Stone), Tallahassee (Woody Harrelson), Columbus (Jesse Eisenberg) e Little Rock (Abigail Breslin) – “Zumbilândia: Atire duas vezes” era uma das sequências mais aguardadas de 2019. Lançada na última semana, a comédia é dirigida por Ruben Fleischer e traz os mesmos elementos que fizeram o primeiro filme tão divertido.
A trama se passa alguns anos depois do desfecho de Zumbilândia e apresenta os personagens numa situação um pouco mais “confortável” em relação à epidemia zumbi. Todo esse conforto, no entanto, é o ponto de partida para a insatisfação das irmãs Little Rock, que está cansada da superproteção paternal de Tallahassee, e Wichita, que surta ao receber um pedido de casamento de Columbus num momento em que o relacionamento do casal parece monótono.
A partir da fuga de Wichita e Little Rock, a história avança em meio a novos personagens e novos tipos de zumbis. O que não é tão nova assim é a estrutura narrativa do filme. Se o primeiro Zumbilândia conquistou um grande número de fãs por conta de sua originalidade, a sequência trouxe poucas novidades. Apesar de divertido, o filme apresenta muitas similaridades com o longa de 2009 e, em alguns momentos, chega até mesmo a ser previsível.
O ponto alto fica por conta das cenas de descontrole emocional de Tallahassee, que nesse filme tem sua paciência testada por personagens que reúnem tudo aquilo ele mais odeia: burrice, discursos pacifistas e dificuldade para entender sarcasmo.
Também merece atenção o uso de recursos criativos que apareceram no primeiro filme e voltaram no segundo, como o slow-motion em cenas de ação e os textos que aparecem e se fundem ao cenário (como em todas as vezes que é citada alguma das clássicas regras de sobrevivência criadas por Columbus).
Ao fim do filme, a dica é: não saia imediatamente da sala de cinema. Há uma cena pós-créditos. E Bill Murray está nela!

Bruno da Silva Inácio cursa mestrado na Universidade Federal de Uberlândia, é especialista em Gestão Cultural, Literatura Contemporânea e em Cultura e Literatura.
Ele Cursa pós-graduação em Filosofia e Direitos Humanos e em Política e Sociedade. É autor dos livros “Gula, Ira e Todo o Resto”, “Coincidências Arquitetadas” e “Devaneios e alucinações”, além de ter participado de diversas obras impressas e digitais.
É colaborador dos sites Obvious e Superela e responsável pela página “O mundo na minha xícara de café”.