Sol, calor e bem-estar: o que fazer para manter a saúde no verão brasileiro

Durante o verão, é indicada a prática de atividades físicas pela manhã ou no final da tarde, quando o calor é mais ameno

É fundamental adotar cuidados específicos para garantir que o corpo se mantenha saudável e protegido

O verão começou dia 21 de dezembro de 2025 – sexta-feira, a vai até 20 de março de 2026, com ele, as altas temperaturas e a exposição ao sol.
Embora seja a estação das férias, lazer e atividades ao ar livre, também traz consigo desafios para a saúde, como a desidratação, queimaduras solares, problemas de pele e o risco de doenças transmitidas por água e alimentos.
É fundamental adotar cuidados específicos para garantir que o corpo se mantenha saudável e protegido.
Confira as dicas essenciais para aproveitar o verão de forma segura e prazerosa.

Cuidados com a exposição solar
O sol é uma das maiores atrações do verão, mas a exposição excessiva pode causar sérios danos à pele.
Queimaduras solares, envelhecimento precoce e, a longo prazo, o aumento do risco de câncer de pele são alguns dos efeitos negativos.
A dica é usar protetor solar adequado para o seu tipo de pele, aplicando-o pelo menos 30 minutos antes da exposição.
Reaplique a cada 2 horas, ou após nadar ou suar. Também é importante evitar o sol entre 10h e 16h, quando os raios UV estão mais intensos.

Hidratação
A desidratação é um risco constante durante o verão devido ao calor intenso e ao aumento da transpiração.
Manter o corpo hidratado é essencial para o bom funcionamento do organismo e para evitar cãibras, fadiga e desmaios.
É essencial beber pelo menos 2 a 3 litros de água por dia, dando preferência a bebidas sem açúcar.
Além disso, inclua na rotina alimentos ricos em água, como melancia, pepino e laranja.

Proteção dos olhos
A exposição ao sol não afeta apenas a pele, mas também os olhos. Queimaduras nos olhos e o aumento do risco de catarata podem ocorrer com a exposição prolongada aos raios UV.
Para evitar, use óculos de sol com proteção UV 400 para bloquear 100% dos raios UVA e UVB.
É importante escolher óculos de sol de boa qualidade e com lentes adequadas, principalmente se for passar muito tempo ao ar livre.

Cuidados com a alimentação
No verão, é comum consumir alimentos mais frescos, como frutas, saladas e sucos. Contudo, é preciso ter atenção com a segurança alimentar.
Evite consumir alimentos perecíveis que ficaram expostos ao calor por muito tempo. Prefira alimentos frescos, bem higienizados e bem conservados.
Também é importante ter cuidado com intoxicações alimentares causadas por alimentos mal armazenados ou manipulados em altas temperaturas.

Atividade física ao ar livre
O verão é uma excelente oportunidade para se exercitar ao ar livre, mas é importante sempre adaptar os treinos às condições climáticas.
Exercícios em altas temperaturas podem aumentar o risco de desidratação e exposição excessiva ao calor.
A dica é fazer atividades físicas pela manhã ou no final da tarde, quando o calor é mais ameno. Use roupas leves, protetor solar e mantenha-se hidratado.
Vale lembrar que é importante ouvir o nosso corpo, por isso, em caso de tontura, cansaço excessivo ou náuseas, pare a atividade imediatamente.

Cuidados com a pele

Além do protetor solar, o verão exige um cuidado especial com a pele, pois ela tende a ficar mais oleosa devido ao calor e ao aumento da sudorese.
Utilize produtos não comedogênicos (que não obstruem os poros), e faça limpezas faciais suaves para evitar acne e irritações.
Além disso, não se esqueça de hidratar a pele após a exposição solar, para evitar ressecamento.
O verão é a época perfeita para desfrutar do sol e da natureza, mas exige cuidados extras para garantir que sua saúde seja mantida em dia.
Proteja-se da exposição solar, hidrate-se constantemente, e mantenha uma alimentação segura e equilibrada.
Com essas atitudes simples, você pode aproveitar a estação com mais qualidade de vida e bem-estar.

Verão deve ter temperaturas elevadas em todo o Brasil

Embora um episódio de La Niña esteja sendo declarado por centros internacionais de meteorologia, os sinais atuais indicam que ele será fraco e de curta duração, com pouca influência direta sobre o clima no Brasil.
Na prática, o verão de 2025/2026 tende a apresentar chuvas próximas da média na maior parte do país, mas com calor acima do normal em muitas regiões.
A estação começou oficialmente no Brasil em 21 de dezembro, com o solstício de verão, quando o Hemisfério Sul recebe maior incidência de luz solar, e segue até 20 de março de 2026, às 7h46, com o equinócio de outono.

El Niño, La Niña e o verão de 2026
O clima do verão é fortemente influenciado pelo fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENSO), que alterna entre El Niño e La Niña.
Essas variações na temperatura do Oceano Pacífico Equatorial afetam a circulação atmosférica e a distribuição das chuvas no Brasil.
Órgãos como a NOAA (EUA) e o BOM (Austrália) confirmam a presença de La Niña neste fim de ano, com acoplamento entre oceano e atmosfera no Pacífico Equatorial, caracterizando oficialmente o fenômeno.

Teremos La Niña durante todo o verão?
Apesar de presente, o episódio é considerado fraco e não deve durar todo o verão.
As previsões para os primeiros meses de 2026 indicam aquecimento das águas do Pacífico, o que tende a enfraquecer o padrão de La Niña ao longo do verão.
Alguns efeitos pontuais podem ocorrer, como leve redução de chuvas no Sul e aumento no Norte, mas com impactos limitados e temporários.

Chuvas no verão de 2025/2026
O cenário projetado é mais próximo de um ano típico:
Sul e Nordeste: volumes ligeiramente abaixo da média em algumas áreas
Norte: chance de chuvas um pouco acima da média
Demais regiões: predominância de neutralidade, com acumulados próximos do padrão histórico

Costa brasileira
As temperaturas do Atlântico Sul, que banha a costa brasileira, devem ficar em uma condição relativamente neutra, sem grandes desvios em relação à média.
Isso reforça o cenário de chuvas dentro do esperado em boa parte do território, sem desvio forte para mais ou para menos.
Num quadro assim, o Brasil entra no verão com um padrão de precipitação mais próximo de um “ano comum”, mas ainda sujeito a variações regionais e à atuação de bloqueios atmosféricos que podem, temporariamente, segurar a chuva em algumas áreas.

Calor acima da média em quase todo o país
Se a chuva não deve fugir tanto do padrão histórico, o mesmo não se pode dizer das temperaturas no país.
Os mapas de anomalia de temperatura para o trimestre janeiro–fevereiro e março de 2026 apontam uma tendência muito clara: calor acima da média em praticamente todo o Brasil.
As projeções indicam:

  • Calor mais intenso em áreas do Rio Grande do Sul e de boa parte do Nordeste, onde as anomalias positivas de temperatura podem ser ainda mais expressivas
  • Demais regiões também com forte probabilidade de registrar um verão mais quente que o normal, mesmo onde as chuvas estiverem próximas da média histórica
    Na prática, isso significa um verão com muitos dias de temperaturas elevadas, ondas de calor mais frequentes e maior sensação de abafamento, principalmente nas grandes cidades.
    Em dias assim, é fundamental redobrar os cuidados com hidratação, exposição ao sol e saúde cardiovascular.

O que esperar do verão 2025/2026?

Juntando todas as peças, o quadro que se desenha é o de um verão em que:

  • O La Niña fraco tende a não dominar o comportamento do clima no Brasil
  • As chuvas devem ficar, em boa parte do país, próximas da média histórica, com pequenas áreas de desvio para mais ou para menos
  • As temperaturas têm forte tendência de ficar acima da média, configurando um verão mais quente que o normal
    É importante lembrar que previsões de longo prazo mostram tendências regionais e não substituem a previsão diária.
    Em escala local – de bairro para bairro, de município para município – o comportamento da chuva e da temperatura pode variar bastante.