Figurando continuamente na lista de cidades com maior preço da região quando o assunto trata-se do litro de etanol e gasolina, Franca desta vez está entre os municípios que cobram o menor valor ao consumidor no caso do botijão de gás de cozinha.
Com o valor girando, em média, entre R$ 65, no caso de entrega, e R$ 60, quando os botijões são retirados diretamente nos depósitos, o gás na cidade está até 24% mais em conta do que em municípios como Ribeirão Preto, onde é encontrado por até R$ 85, e 17% mais barato que em Sertãozinho, local em que é vendido entre R$ 78 e R$ 75.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em levantamento de preços realizados na cidade entre os dias 1º e 7 de abril, apontou que, em média, o botijão de gás de cozinha saía por R$ 59,55 em Franca, sendo que o valor mínimo encontrado nas distribuidoras era R$ 57 e o máximo R$ 70. Foram visitados nove estabelecimentos. No caso de Araraquara, o preço médio do botijão registrado pela ANP foi de R$ 72,58, sendo que o mínimo foi R$ 65 e o máximo R$ 76. Lá foram registrados os preços de 12 depósitos.
Na semana passada, a Petrobras registrou a redução do preço do gás de cozinha, o GLP, às distribuidoras. Na ocasião, o botijão de 13 quilos foi reajustado para baixo em R$ 1,03, passando de R$ 23,16 para R$ 22,13. A redução não leva em consideração os tributos e a margem de lucro na comercialização do produto.
Apesar dessa redução, de acordo com as distribuidoras ouvidas pela reportagem do Comércio, que realizou uma pesquisa por telefone com estabelecimentos de Franca, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Araraquara, São Carlos, Pedregulho e Batatais, não existe previsão para que o preço cobrado atualmente pelo gás seja reduzido.
“A redução oscilará entre 5,1% e 3,7%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos do Sindigás, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 kg aproximadamente 2,2% acima do preço paridade internacional”, informou, em nota o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo.
Em sua página na internet, a Petrobras explicou que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor e, por isso, “as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final”.
Fonte: gcn.net.br
