Câncer colorretal é abordado na campanha Março Azul Marinho

O câncer colorretal atinge o intestino grosso, conhecido como cólon, e no reto – parte final do trato digestivo – e no ânus

De acordo com o Inca, há registro de aproximadamente 40 mil novos casos de câncer colorretal todos os anos no Brasil

Março também é Azul Marinho. Essa é a cor escolhida para reforçar a prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal, uma doença caracterizada por tumores que acometem o intestino grosso, principalmente nas regiões chamadas de colo, reto (final do intestino) e ânus.
Quando prevenida e diagnosticada precocemente, as chances de cura da doença aumentam.
É o 3º tipo de câncer mais comum no Brasil, e que possui, inclusive, uma data própria – o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, em 27 de março.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), há registro de aproximadamente 40 mil novos casos de câncer colorretal todos os anos no Brasil. Isso corresponde a, aproximadamente, 19 novos casos para cada 100 mil pessoas.
Estatísticas mostram que os riscos de uma pessoa desenvolver a doença ao longo da vida são de cerca de 4% – mas podem aumentar de acordo com alguns fatores (saiba mais abaixo).
A doença atinge igualmente homens e mulheres, sendo mais comum em pessoas com 50 anos ou mais.

O que é o câncer colorretal ?
Em termos simples, trata-se da multiplicação de células cancerosas nas paredes do cólon ou do reto, que são porções do intestino grosso.
O que normalmente se inicia como um pólipo pode resultar, ao longo do tempo, em um tumor, que se esse atinge vasos sanguíneos ou linfáticos, poderá se espalhar para outros órgãos e tecidos.
Considera-se o colorretal um tipo de câncer de crescimento lento. Usualmente, entre as primeiras células anormais começarem a formar pólipos nas paredes do intestino até o câncer em si ser diagnosticado, pode haver uma janela de 10 ou até 15 anos.
Hoje, o câncer colorretal é um tipo de câncer com diversas formas de tratamento, com altas chances de cura – o mais importante é a doença ser identificada o quanto antes.
Segundo o Ministério da Saúde, quando os casos da doença são tratados adequadamente, a taxa de sobrevida em cinco anos pode chegar a 90%.

Diagnóstico
Caso tenha notado alguns dos sintomas meacima e procurado um médico, os exames mais comumente indicados para obtenção de um diagnóstico são: exames de imagens, como a colonoscopia e sigmoidoscopia, ou exames de fezes.
Também podem ser sugeridos outros tipos de exames de imagens para ajudar no diagnóstico, como ultrassom, ressonância e raios-x.

Como se prevenir
Além de evitar os fatores de risco para a doença e levar uma vida saudável, mantendo o peso sob controle, alimentando-se bem (com alto volume de fibras), evitando álcool e cigarro e praticando atividades físicas, há exames que podem ser feitos periodicamente e que ajudam a detectar, mesmo nos estágios mais iniciais, pólipos que podem evoluir para câncer. Este é o chamado rastreamento do câncer colorretal.
Adultos a partir dos 45 anos devem conversar com seu médico sobre padrões de vida e histórico familiar, a fim de avaliar os riscos para a doença.
A depender dessa análise, o médico poderá orientar a realização de exames de rastreamento como: colonoscopia: a cada 10 anos; retossigmoidoscopia flexível ou colonografia por tomografia: a cada 05 anos e teste para sangue oculto nas fezes: todos os anos.

Fatores de risco
Os principais fatores de risco associados à doença são: sedentarismo, sobrepeso e obesidade, alimentação pobre em fibras, alimentação rica em carnes processadas e em carnes vermelhas, tabagismo, alcoolismo e exposição à radiação
A boa notícia é que quase todos estes fatores dependem dos hábitos de vida de uma pessoa. Em outras palavras: são evitáveis. Todavia, há alguns fatores de risco associados ao histórico do paciente:

  • Caso já tenha tido antes pólipos adenomatosos ou câncer colorretal, as chances de reincidência são maiores
  • Ter histórico na família de casos de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal
  • Ter histórico pessoal de doença inflamatória intestinal
  • Estar com diabetes tipo 2

Tratamentos atuais
Caso seja confirmado o diagnóstico de câncer colorretal, atualmente há diversas possibilidades de tratamentos disponíveis. A equipe médica irá analisar seu caso e determinar as melhores estratégias, para uma recuperação rápida das funções intestinais e cura da doença.
No geral, o tratamento inicial mais utilizado é a cirurgia, que irá retirar a região intestinal afetada pelas células cancerosas. A depender do grau da doença, uma porção maior ou menor do intestino será removida, a fim de minimizar as chances de reincidência.
É importante frisar que as técnicas médicas evoluíram muito nas últimas décadas, e esse tipo de cirurgia é muito menos invasivo do que anteriormente.
O paciente terá menos desconforto no pós-cirúrgico e se recuperará de forma mais rápida do que ocorria há 15 ou 20 anos.
Além da cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia também podem ser empregadas a fim de destruir as células cancerosas, tanto de forma independente quanto em conjunto com o tratamento cirúrgico.

Chances de cura
Lembre-se: se detectado cedo, o câncer colorretal tem altíssimas probabilidades de cura. Por isso, fique sempre atento à saúde intestinal e procure auxílio médico assim que perceber qualquer “anomalia”.
Além disso, cuida da alimentação, incluindo muitas fibras no cardápio do dia a dia, para garantir um intestino mais saudável e livre de doenças.

Sintomas da doença

O câncer colorretal é uma doença ‘silenciosa’, que se desenvolve lentamente ao longo de vários anos, sem sintomas aparentes. As pessoas começam a perceber que há alguma coisa errada quando sinais são percebidos na hora da evacuação.
Podem ser bem sutis no início, por isso mesmo é importante estar atento: quanto antes o diagnóstico for feito, melhores as chances de plena cura.
Alguns dos sintomas mais comuns da doença são: mudança no “padrão de ir ao banheiro”: a pessoa, antes, tinha um certo hábito de evacuação, que, de repente, muda. Essas mudanças podem se refletir em:

  • Diarreias persistentes
  • Sensação constante de precisar evacuar, mas com pouco volume fecal
  • Afilamento das fezes
  • Ao evacuar, sensação de esvaziamento incompleto
  • Gases
  • Constipação persistente
  • Cólicas e/ou inchaço abdominal
  • Presença de sangue ou muco misturado às fezes
  • Fadiga, perda de peso sem razão aparente e anemia crônica