Cânceres do Tratogastrointestinal e exames preventivos

É importante o rastreamento precoce com o intuito de um diagnóstico da neoplasia na sua fase inicial

O médico endoscopista,
Dr. Fernando Alves Cardoso, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava

Os tumores do aparelho digestivo representam uma grande fração dos tumores humanos. São praticamente incuráveis quando apresentam disseminados pelo organismo (metástases volumosas), daí a necessidade de um rastreamento precoce com o intuito de um diagnóstico da neoplasia na sua fase inicial, aumentando, desta maneira, a possibilidade de cura e a melhoria da condição de sobrevida quando a cura não é possível.
Segundo o médico endoscopista, Dr. Fernando Alves Cardoso, do corpo clínico da Santa Casa de Ituverava, o estômago é o órgão que vem logo após o esôfago no trajeto do alimento no aparelho digestivo. Ele tem a função de armazenar, por pequeno período, os alimentos deglutidos para que possam ser misturados ao suco gástrico, para completar o processo de degradação química dos alimentos. A dieta e os fatores ambientais estão fortemente relacionados com o câncer gástrico, sendo que existe uma forma relacionada com etiologia genética. A forma epidêmica do câncer gástrico evolui de lesões pré-cancerosas como a gastrite atrófica para metaplasia intestinal. A infecção associada pelo Helicobacter pylori e uma dieta rica em nitritos estimulam as lesões pré-cancerosas a progredir para o câncer, o indicado para diagnosticar lesões pré-cancerosas é realizar biopsias através do exame de Endoscopia Digestiva Alta, no qual a biópsia dará um resultado preciso para o médico indicar o melhor tratamento.
O intestino delgado, apesar de representar aproximadamente 90% da área de contato de todo o intestino com o alimento, apresenta um baixo índice de lesões tumorais, provavelmente pela rápida passagem do alimento promovendo um menor contato do alimento e seus carcinógenos com a mucosa desse segmento.
A denominação de câncer coloretal engloba os tumores que acometem o intestino grosso (cólon) e o reto (que é uma parte contínua ao cólon no trajeto do trato digestivo). Logo em seguida, aparece o canal anal, o qual consta dos 12 a 15 centímetros finais do intestino até a borda anal.

Sintomatologia
A sintomatologia varia de acordo com o local de acometimento tumoral. O tumor, quando na fase inicial não produz sintomas e os sintomas abdominais quando vagos são raramente associados ao diagnóstico do câncer coloretal. O tumor pode manifestar-se como uma obstrução intestinal com parada de eliminação de fezes e gases, associado a vômitos ou mesmo como a perfuração causando um quadro grave com forte dor abdominal.
Muito comum é a perda de sangue em pequena quantidade e por períodos prolongados (sangue oculto nas fezes), causando um dos sinais mais comuns que é a anemia. Esses pacientes apresentariam fraqueza como consequência da anemia.
O sangramento pode ser vivo (sangue vermelho), sendo indicativo de um tumor localizado na parte mais distal do intestino (diferenciar de hemorróidas) ou mesmo de forma negra (melena) quando localizado em parte mais proximal do intestino, sendo a cor negra consequência da degradação do sangue até ser exteriorizado, orientando que existe vários meios para se prevenir antes da fase tardia, como realizar exame de Colonoscopia e coleta de biópsias e pólipos no termo comum (verrugas) que com o passar do tempo podem se transformar em lesões cancerígenas.
Também existem exames laboratoriais denominados marcadores tumorais que são eles: CEA, CA 125, CA 19.9, pesquisa de sangue oculto nas fezes, entre vários outros.
Se os exames forem normais, devem ser repetidos a cada 5 ou 10 anos. Já o resultado alterado deve ser repetido conforme orientação do médico, podendo ser de ano em ano ou não.
Segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a colonoscopia deve começar a ser feita a partir dos 50 anos de idade, para pessoas sem histórico familiar de câncer colorretal. “Aqueles que possuem fatores de risco devem incluir o exame na rotina após os 40 anos ou 10 anos antes da idade do caso mais precoce na família”, observa o médico endoscopista, Dr. Fernando Alves Cardoso.
Se os exames forem normais, devem ser repetidos a cada 5 ou 10 anos. Já o resultado alterado deve ser repetido conforme orientação do médico, podendo ser de ano em ano ou não.

Esteatose Hepática

Esteatose hepática é uma acúmulo de gordura nas células do fígado

Esteatose hepática é um acumulo de gordura nas células do fígado, também chamada de infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado. Ela pode ser dividida em doença gordurosa alcóolica do fígado (quando há abuso de bebida alcóolica) ou doença gordurosa não alcóolica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Causas
A esteatose hepática pode ter várias causas: abuso de álcool; hepatites virais; diabetes; sobrepeso ou obesidade; alterações dos lípides, como colesterol ou triglicérides elevados; drogas, como os corticoides e causas relacionadas a algumas cirurgias para obesidade.
Em média uma em cada cinco pessoas com sobrepeso desenvolvem esteato-hepatite não alcóolica.

Diagnóstico
O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue relativos ao fígado, já que a esteatose hepática é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina. Além disso, o aumento do fígado pode ser detectado no exame físico realizado pelo médico, ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia de abdômen, tomografia ou ressonância magnética.
Também pode haver suspeita de esteatose quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

Como a doença evolui
A esteatose hepática é comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte, desses pacientes, uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcóolica, e que é chamada de esteato-hepatite.
Se não controlada, a esteato-hepatite não alcóolica tem o potencial de evoluir para a cirrose hepática em alguns pacientes. É preciso realizar exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.
Tratamentos
A esteatose hepática e a esteatose –hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar. Isso inclui acompanhamento médico e uso de medicamentos, em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Crianças e esteatose hepática
Em crianças nos primeiros anos de vida, a esteatose hepática é causada principalmente por algumas doenças metabólicas. Já nas crianças maiores e adolescentes, as causas são semelhantes às dos adultos. O tratamento na infância é de fundamental importância para prevenir danos irreversíveis nos adultos, além da conscientização da criança para hábitos de vidas saudáveis.

Crianças e esteatose hepática

Em crianças nos primeiros anos de vida, a esteatose hepática é causada principalmente por algumas doenças metabólicas. Já nas crianças maiores e adolescentes, as causas são semelhantes às dos adultos. O tratamento na infância é de fundamental importância para prevenir danos irreversíveis nos adultos, além da conscientização da criança para hábitos de vidas saudáveis.