Confira quatro ótimos métodos de estudo para você testar em 2026

Métodos de estudo

Mapas mentais, flashcards, pomodoro, kanban, mnemônicos, estudo passivo e ativo… Quando se começa um novo ano de estudos, o que não falta são recomendações de técnicas e métodos para aprender melhor.
É sedutor se deixar levar pelo jeito de estudar da pessoa que foi aprovada na universidade, ou que um influencer famoso recomenda, ou que é vendido por um curso como o mais “certeiro”.
Os métodos de estudo são excelentes pontos de partida, mas é preciso ter parcimônia para não meter os pés pelas mãos.
Cada estudante aprende de um jeito, em um ritmo próprio. O que funciona para um (mesmo com todo embasamento científico e recomendações de especialistas), pode não funcionar para outro.
Por isso, neste novo ano de 2026, o Guia do Estudante aborda alguns métodos que podem se encaixar para você.
É sempre bom lembrar que estudar com mais assertividade não significa seguir fórmula pronta, mas sim construir um plano realista e adaptado para sua realidade.
Conheça abaixo 4 métodos de estudo para você testar em 2026:

Método Cornell
Criado pelo professor Walter Pauk, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, o Método Cornell propõe uma forma estruturada de fazer anotações em sala de aula, fugindo da simples transcrição do que o professor diz.
A ideia é organizar a folha do caderno em três partes: uma coluna lateral para tópicos principais, um espaço central para as anotações feitas durante a aula e uma área no rodapé reservada ao resumo.
O diferencial desse método está justamente no pós-aula. Depois de ouvir, registrar e selecionar os pontos-chave da aula, o estudante precisa escrever o resumo no rodapé com as próprias palavras.
Esse processo ativa a compreensão do conteúdo e ajuda a identificar lacunas no aprendizado. Há inúmeros estudos que mostram que anotar à mão é mais eficaz do que digitar ou tirar uma foto do quadro.
Juntar essa escrita manual com a reformulação de ideias no resumo é sucesso na certa.

Técnica Feynman
Bastante popular nas redes sociais, a Técnica Feynman tem origem nas ideias do físico Richard Feynman, prêmio Nobel e um dos nomes mais importantes da Física do século 20.
O método parte de um princípio simples: se você consegue explicar algo de forma clara para alguém, é porque realmente aprendeu.
Na prática, o estudante deve dividir o conteúdo em partes menores, tentar explicar cada uma sem consultar o material original (para alguém real ou imaginário) e, depois, revisar os erros.
O último passo é simplificar ainda mais a explicação, usando uma linguagem fácil e dando preferência a analogias do cotidiano. O processo pode ser repetido quantas vezes for necessário.
A técnica funciona para identificar pontos fracos no entendimento e é mais útil em disciplinas conceituais.

Revisão espaçada
Queridinha de muitos estudantes por aí, a técnica surge justamente como resposta à chamada “curva do esquecimento”.
A teoria do psicólogo Hermann Ebbinghaus mostra como a memória tende a esquecer informações com o tempo se não for estimulada. Sabe aquele conteúdo que você passou um dia inteiro estudando e, um mês depois, não lembra mais de nadinha? A ideia aqui é evitar exatamente isso.
O método propõe fazer revisões em intervalos específicos: geralmente, no dia seguinte ao estudo, depois de uma semana e, por fim, após um mês.
É uma forma de reforçar as conexões cerebrais e aumentar as chances de retenção em longo prazo. Em vez de maratonar conteúdos, o estudante revisita os temas aos poucos, mantendo-os sempre “frescos” na memória.
Parece cansativo, mas basta entender que é uma revisão rápida, e não uma repetição da aula.

Estudar por questões

Estudar a partir da resolução de questões de vestibulares anteriores é uma das estratégias mais recomendadas por professores e aprovados.
Pode parecer contraintuitivo já partir direto para as questões antes mesmo de ver a teoria, mas é uma forma eficaz de já identificar dificuldades, alinhar estratégias e se familiarizar com o ritmo das provas.
A recomendação é priorizar exames recentes dos últimos quatro ou cinco anos e usar os erros como guia para revisões teóricas. Mas cuidado: não use essa prática como a única forma de estudo, deixando de lado as leituras, resumos e revisões.
Ela serve, principalmente, para alguns cenários específicos, como em disciplinas que o estudante já tem facilidade, ou quando já é o segundo ou terceiro ano de estudos para o vestibular.