Justiça Eleitoral condena 9 ex-vereadores de Ribeirão Preto

A Justiça Eleitoral condenou nove ex-vereadores de Ribeirão Preto, entre eles o candidato a deputado federal Ricardo Silva (PSB), à perda dos direitos políticos por oito anos. Todos são acusados de favorecimento no esquema de “cabide de empregos” na empresa Atmosphera, revelado pela Operação Sevandija em setembro de 2016. Cabe recurso.
O juiz José Paulo Camargo Magano também condenou Guilherme Feitosa, ex-candidato a vice-prefeito na chapa de Ricardo Silva, nas eleições municipais em 2016. Ambos foram derrotados no pleito.
O vereador Maurício Gasparini (PSDB), que mantém cargo no Legislativo Municipal e é candidato a deputado estadual, foi inocentado.
Os condenados
Walter Gomes (PTB): ex-presidente da Câmara dos Vereadores, Cícero Gomes (MDB), Capela Novas (PPS), Genivaldo Gomes (PSD), Maurílio Romano (PP), Samuel Zanferdini (PSD), José Carlos Oliveira (“Bebé”) (PSD), Evaldo Mendonça (“Jiló”) (PTB), Ricardo Silva (PSB) e Guilherme Feitosa (MDB).
Fonte: G1 Ribeirão Preto o Franca

Acusação
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, os réus foram beneficiados em um esquema articulado pela ex-prefeita Dárcy Vera, na época filiada ao PSD, para empregar apadrinhados políticos na empresa Atmosphera, detentora de várias licitações da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Coderp) para prestação de serviços à Prefeitura.
Em troca, os parlamentares deveriam aprovar projetos de interesse do Executivo na Câmara. Durante a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, e da Polícia Federal (PF), alguns dos acusados foram flagrados em encontros com o empresário Marcelo Plastino, apontado como operador de propinas aos parlamentares.
De acordo com as provas apresentadas à Justiça, a Prefeitura fazia pagamentos superfaturados à Coderp, que, por sua vez, repassava os valores à Atmosphera. Parte desse dinheiro era destinada aos vereadores para aprovação de contas do município, instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e votação de projetos de lei relativos a recursos públicos.