
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29) que o governo do Irã solicitou uma reunião bilateral, prevista para terça-feira (30), em Doha, no Catar, com o objetivo de discutir um acordo de paz. O anúncio ocorre após novos bombardeios na região do Estreito de Ormuz elevarem a tensão entre as duas nações e colocarem em risco o cessar-fogo vigente.
O líder norte-americano utilizou sua plataforma digital para confirmar a mediação diplomática na península arábica. “O Irã solicitou uma reunião. Ela ocorrerá amanhã em Doha”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
Contudo, a representação diplomática de Teerã divergiu publicamente sobre a existência da agenda oficial nesta semana. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, entretanto, negou que haja qualquer encontro programado para esta semana a fim de selar o acordo de paz.
A divergência surge um dia após as duas potências estipularem regras de não agressão para a navegação comercial. No domingo (28), os países concordaram em interromper os ataques no Estreito de Ormuz e permitir a livre circulação de embarcações, embora os iranianos não tenham chancelado o tratado.
O histórico recente de hostilidades ameaça a estabilidade construída nos últimos meses no Oriente Médio. Os ataques na última semana colocaram em risco o cessar-fogo entre os dois países — inicialmente firmado em 7 de abril, e reforçado por um acordo com 14 pontos, em 17 de junho.
A última escalada militar ocorreu no fim de semana, quando Washington autorizou bombardeios estratégicos na costa iraniana. As forças armadas norte-americanas realizaram novos ataques contra alvos do Irã, na noite de sábado (27), nos arredores do Estreito de Ormuz.
A chefia do Pentágono justificou que a incursão aérea foi uma retaliação a uma ofensiva anterior cometida por Teerã. De acordo com comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), a operação militar cumpriu ordens do presidente Donald Trump e é uma “resposta direta à contínua agressão iraniana”.
Os alvos foram selecionados para neutralizar a capacidade de monitoramento e de armas tecnológicas da inteligência rival. “Aviões militares dos EUA alvejaram a infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas”, diz o comunicado dos militares dos EUA.
De acordo com o monitoramento do Pentágono, os iranianos iniciaram as provocações armadas no meio da semana passada. Segundo o Exército dos EUA, o Irã fez um ataque com drones contra uma embarcação na quinta-feira (25), o que teria quebrado o cessar-fogo
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