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Julho Amarelo mobiliza ações de prevenção para hepatites virais

Hepatite C é a que mais afeta a população brasileira, seguida da Tipo B. o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, que é celebrado, anualmente, em 28 de julho

28 de julho de 2026 às 13:33
Julho Amarelo mobiliza ações de prevenção para hepatites virais
Hepatite

Instituída no Brasil pela Lei Federal 13.802/2019, a campanha “Julho Amarelo” promove ações de conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites.

A doença é caracterizada por inflamações no fígado causadas por vírus que, com o tempo, podem gerar graves complicações. A cor amarela foi escolhida como símbolo da campanha por estar associada à saúde do fígado.

Destaca-se também o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, que é celebrado, anualmente, em 28 de julho.

A iniciativa engloba a realização de atividades integradas entre o Sistema Único de Saúde (SUS), órgãos da administração pública, instituições da sociedade civil e organismos internacionais.

Juntos, esses atores incentivam a testagem rápida e gratuita da doença, principalmente nas unidades básicas de saúde, a vacinação contra a hepatite B, que está disponível gratuitamente no SUS.

A Lei Federal 13.802/2019 ainda prevê outras medidas, como promoção de palestras e atividades educativas, ações de mídia e realização de eventos sobre o assunto.

Outra ação é a iluminação amarela nos prédios públicos, como é o caso do Parlamento Paulista que, durante o mês de julho, está com a fachada amarela.

Brasil e SP contra a hepatite

Segundo um Relatório Global sobre Hepatites de 2024, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 mil pessoas morrem todos os dias em decorrência das hepatites B ou C.

Os dados ainda apontam um total de 1,3 milhão de mortes ao ano, número equivalente ao de epidemias globais, como o HIV, a tuberculose e a malária.

Atualmente, o Brasil é signatário da Estratégia Global da OMS para eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.

O plano abrange políticas intersetoriais voltadas para ampliar o número de testagens e diagnósticos, redução no número de casos, fortalecimento nos tratamentos, entre outros.

Leis da Alesp

Nas últimas décadas, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o tem atuado de forma cada vez mais efetiva na ampliação dos cuidados com a saúde e o bem-estar da população.

Uma dessas medidas é a Lei Estadual 13.923/2010, que instituiu o Dia Estadual de Combate às Hepatites, anualmente, celebrado em 19 de maio.

Outra iniciativa sobre o tema é a Lei Estadual 17.431/2021, de autoria do deputado Thiago Auricchio (PL).

A norma tornou obrigatória na rede pública de saúde e nos hospitais a realização gratuita de exame sorológico de pré-natal em grávidas.

O objetivo é diagnosticar as hepatites B e C, consideradas as mais graves, em gestantes com possibilidade de contaminação, como usuárias de drogas ou com histórico de doença sexualmente transmissível (DST), dentre outros.

Perfil clínico

Como a hepatite é uma doença que não apresenta sintomas na fase inicial, um dos principais desafios muitas dos órgãos de saúde pública é realizar o diagnóstico precoce.

Por isso, recomenda-se que todas as pessoas façam o teste, gratuitamente, em qualquer unidade da rede pública de saúde.

A detecção precoce é fundamental para iniciar o tratamento e evitar que a doença evolua para um quadro crônico, que pode causar complicações graves, como cirrose, câncer de fígado ou insuficiência hepática.

Na fase aguda ou inicial, os sintomas são mais gerais, como mal-estar, perda de apetite, tontura, vômitos, fadiga.

É na fase de crônica que surgem sinais mais específicos, como o amarelamento da pele e dos olhos (icterícia), urina escura, fezes claras e até comprometimento dos órgãos em alguns casos.

Prevenção e tratamento

A principal medida de prevenção contra as hepatites A e B é a vacina, que é garantida pelo SUS através do Ministério da Saúde.

Também é fundamental que a população adote práticas seguras para evitar o contágio e garantir o diagnóstico precoce da doença.

A imunização também é recomendada para recém-nascidos, independentemente da condição da mãe, já que a vacinação precoce é crucial para a prevenção da infecção crônica.

Já para a hepatite C ainda não existe vacina, mas a doença pode ser prevenida com cuidados simples, como o uso de camisinha, e o tratamento é oferecido pelo SUS.

O Brasil está entre os países que trataram o maior número de pessoas para hepatite C nos últimos anos, dispondo de medicamentos modernos, seguros e eficazes que levam à cura da infecção em poucas semanas.

Tipos de hepatite

As hepatites podem ser classificadas pelos vírus dos tipos A, B, C, D (Delta) e E. De acordo com o Ministério da Saúde, a hepatite C é a mais comum no Brasil, seguida pelo tipo B.

A hepatite A ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados, contato pessoal próximo ou más condições de saneamento, sendo mais comum nas regiões Norte e Nordeste.

As hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada, compartilhamento de agulhas e seringas, objetos de uso pessoal, transfusões de sangue e reutilização de materiais para tatuagens.

A infecção ainda pode ser transmitida durante a gestação ou o parto, causando impactos no desenvolvimento do bebê.

De acordo com a OMS, as duas espécies se manifestam de forma aguda ou crônica.

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