
O primeiro dia de campanha eleitoral teve ataques a rivais, menções a corrupção, propostas para a segurança pública e aceno ao eleitorado feminino.
Candidato a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse estar apresentando projetos de futuro para a população. Seus rivais usaram o endividamento dos brasileiros, a fraude bilionária no INSS e as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para atacar a gestão petista e se colocarem como alternativas viáveis.
Lula se dirige às mulheres
O atual mandatário exaltou o papel das mulheres na sociedade e reforçou a necessidade de enfrentar o feminicídio e mudar a forma que os homens tratam as mulheres.
"Mulheres desse país, não abaixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a responder vocês como companheiras e não como serviçais", disse.
Lula também apresentou a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública e reforçou o discurso do Planalto de quem o enfrentamento ao crime organizado se faz com a asfixia financeira das facções.
O chefe do Executivo condicionou a criação da pasta à aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, sob análise do Senado Federal.
Lula também afirmou que investir em educação é mais barato e apresenta mais resultados contra a criminalidade. Ele disse que seu mandato foi mais efetivo do que de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), ao tirar dinheiro do crime organizado e reduzir o número de armas de circulação.
"Investir em educação é mais barato que cadeia. Nós temos que evitar que eles virem bandidos para criar um país mais civilizado. Enquanto eles pegaram R$ 1 bilhão do crime organizado, nós pegamos R$ 35 bilhões. É pegando o dinheiro deles que a gente acaba com a indústria do crime. É fácil matar jovem na favela, mas quem manda está em condomínio de luxo. É preciso acabar com eles para acabar com o de baixo", disse durante o discurso.
Flávio cita INSS e Lulinha
Principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deu início à sua campanha em um evento no Rio de Janeiro criticando a gestão petista e citou casos de corrupção ligados não só ao governo como ao filho do presidente.
Ele mencionou as irregularidades envolvendo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
"É um governo marcado pela corrupção, é Mensalão, roubo do INSS, agora é o Marcolão. A corrupção chegou dentro do gabinete do Lula", prosseguiu
A expressão Marcolão surgiu em referência a Marco Aurélio Santana Ribeiro. Conhecido como Marcola, ele era assessor pessoal de Lula na Presidência. Saiu do cargo para trabalhar na campanha de reeleição de Lula, mas desistiu da função quando foi revelado que recebeu empréstimo de uma empresária que é suspeita de participar na corrupção do INSS.
Flávio também tentou construir a ideia de que há um alinhamento entre o governo federal com o crime organizado.
Ele voltou a falar sobre a ideia de classificar grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas e disse que o governo petista "destruiu" a esperança dos brasileiros.
"Eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. Quem mora em favela controlada pelo crime, pelo CV, vai ter o território devolvido. Para quem acreditou que Lula traria esperança para o povo, essa esperança virou medo", disse Flávio.
Flávio ainda usou o endividamento da população como arma de campanha. Para dar ideia de perda de poder aquisitivo, o candidato declarou que hoje a dúzia de ovos tem dez unidade.
Caiado ataca Lula e Flávio
Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) atacou não só Lula, como também seu principal adversário do campo da direita, Flávio Bolsonaro. De acordo com ele, o PT foi "conivente com o crime", enquanto os bolsonaristas "não resolveram" o problema.
"A violência é a maior preocupação dos brasileiros. Editoriais de todos os jornais dizem isso. E essas pessoas não tem experiência nenhuma. Lula é conivente com o crime, o PL não resolveu nada. Então eu vou devolver para os brasileiros de bem", afirmou antes de realizar uma carreata em Goiás.
Ele também disse que a economia é um problema e que os brasileiros aumentaram o endividamento no atual governo. Caiado mencionou a corrupção e citou os dois principais rivais. Sem citar o envolvimento de Flávio com Daniel Vorcaro e o caso Dark Horse, afirmou que o rival tem muita coisa a explicar.
Zema critica Lula
Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) focou na política externa brasileira para atacar Lula.
O candidato falou sobre a política externa e a relação do Brasil com os EUA. Ele criticou o governo atual em relação às medidas tomadas após o tarifaço americano: “Como comerciante, sei a importância de tratar todos os clientes bem. E esse governo está tratando mal muitos países, a começar pelos Estados Unidos.”
Segundo Zema, o governo brasileiro “provocou” e teve a “reação devida”.
Fonte : https://www.cnnbrasil.com.br/



