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Tarcísio: Não houve perseguição a motorista de Haddad; caso vira inquérito

Governador fez afirmação durante evento de abertura de campanha eleitoral; segundo Haddad, policiais teriam projetado luzes sobre veículo de motorista e acompanhado carro por cerca de 40 minutos

16 de agosto de 2026 às 16:22
Tarcísio: Não houve perseguição a motorista de Haddad; caso vira inquérito
O governador Tarcísio de Freitas (à esquerda) e o ministro Fernando Haddad (à direita) • Reprodução

Durante um evento previsto na agenda de abertura de campanha eleitoral neste domingo (16), o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que uma investigação preliminar apontou que não houve perseguição ao motorista do também candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT).

"A gente analisou imagens de mais de 70 câmeras e não houve nenhuma abordagem, não houve contato dos policiais no carro dele", afirmou Tarcísio.

Haddad (PT) relatou na última quarta-feira (12) uma abordagem policial que, segundo ele, ocorreu na noite de terça-feira (11), após o motorista que o levava para casa deixá-lo na região do Planalto Paulista, na zona sul da capital paulista.
Segundo Tarcísio, o caso está virando inquérito na Polícia Civil, onde o motorista vai ser intimado para depor. "Tão logo o inquérito vai pegar todas as informações, de todas as imagens do GPS das viaturas, e vai chegar a uma conclusão", disse o governador.

A CNN Brasil entrou em contato com a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) e aguarda retorno.

O que diz Haddad

De acordo com o relato de Haddad, os policiais teriam projetado luzes sobre o veículo e, na sequência, acompanhado o carro por cerca de 40 minutos.

O motorista, segundo Haddad e seu advogado, Hélio Silveira, ficou assustado com a situação e decidiu parar em um hotel, onde poderia contar com câmeras de segurança e maior movimentação de pessoas. Ainda de acordo com o relato, ele teria questionado os policiais sobre o motivo da ação e ouvido a frase “vaza, vaza”.

Haddad afirmou que só tomou conhecimento do episódio na manhã de quarta-feira. Segundo o candidato, o motorista ainda estava abalado com o ocorrido.

“Não foi uma abordagem padrão”, disse Haddad. Segundo ele, em uma abordagem convencional, os policiais solicitariam a parada do veículo, apresentariam a identificação e verificariam documentos. “Uma coisa é você pedir para o cara parar. [...] Mas não foi isso", narrou.

O candidato afirmou que, de acordo com o motorista, os policiais teriam permanecido próximos ao veículo, sem realizar uma abordagem formal.

Haddad disse, porém, que não pretende fazer uma acusação contra os policiais sem que haja esclarecimentos sobre o episódio. O candidato afirmou que trabalha com a hipótese de um equívoco ou de uma situação relacionada ao trabalho policial.

Segundo ele, o objetivo de comunicar o caso é obter esclarecimentos, já que a ação, pelo relato recebido, fugiu do procedimento que ele considera habitual.

“Eu não posso deixar de reportar o que aconteceu, porque é um cidadão como qualquer um de vocês que tem seus direitos e que não pode se sentir inseguro na sua cidade”, disse.

Entenda o caso

Na última quinta-feira (13), a Polícia Militar instaurou uma investigação preliminar para apurar a denúncia.

Conforme a apuração, não foi identificado nenhum indício de "abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe".

Apesar de não ter identificado sinais de abordagem, a secretaria afirma que dará prosseguimento à apuração e que, caso identifique indícios de irregularidades, o procedimento poderá se converter em inquérito.

Caso a investigação aponte que não houve perseguição, o motorista de Haddad pode responder por denúncia caluniosa.

Em conversa com a CNN Brasil, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, descartou a hipótese de qualquer viés político na abordagem e afirmou que o episódio foi resultado de um mal-entendido.

De acordo com o secretário, os policiais não sabiam que o veículo acompanhado havia acabado de transportar Haddad. Ao verificarem que no carro havia apenas o motorista, a abordagem foi descartada e a viatura seguiu a ocorrência policial.

"O caso está solucionado. Foi um mal-entendido", afirmou o secretário.

Fonte : https://www.cnnbrasil.com.br/

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