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80 anos de Freddie Mercury: confira 5 álbuns essenciais da band Queen

06 de setembro de 2026 às 20:51
80 anos de Freddie Mercury: confira 5 álbuns essenciais da band Queen
O compositor e vocalista Freddie Mercury

Nesse sábado, 5 de setembro, a história do rock relembra o nascimento de Freddie Mercury, uma das vozes mais marcantes e inovadoras que já passaram pelos palcos do mundo.

Mais do que um vocalista de alcance extraordinário, Mercury era um compositor audacioso e a força vital por trás da identidade visual e sonora do Queen.

Em um momento de celebração à sua memória, voltar à discografia da banda britânica não é apenas um exercício de nostalgia, mas uma imersão na construção de um legado que desafiou os limites do gênero.

Para compreender a magnitude dessa trajetória, cinco álbuns destacam-se como pilares fundamentais, refletindo a evolução técnica, a experimentação estética e a transição do grupo de um rock progressivo e pesado para um fenômeno de arenas globais. Confira:

Queen II (Ano 1974)

Frequentemente apontado por músicos e críticos como a obra mais obscura e conceitual do grupo, o segundo disco dividia-se simbolicamente entre um lado com composições mais reflexivas lideradas por Brian May, e outro mais dramático, idealizado inteiramente por Freddie Mercury.

Faixas como "The March of the Black Queen" anteciparam a complexidade estrutural e as sobreposições vocais que se tornariam a assinatura do grupo.

A Night at the Opera (Ano 1975)

A consagração definitiva veio com este monumento à ambição técnica da época, misturando hard rock, música erudita e pop.

É aqui que habita "Bohemian Rhapsody", a obra-prima idealizada por Mercury que desafiou os padrões das rádios e redefiniu a linguagem do videoclipe.

Mas o disco vai além: de "Love of My Life", onde a voz de Freddie atinge uma entrega lírica devastadora, ao peso de "Death on Two Legs", o trabalho permanece como o ápice criativo do quarteto.

News of the World (Ano 1977)

Se A Night at the Opera established a sofisticação, este álbum provou a capacidade da banda de se reinventar diante do surgimento do movimento punk.

Com uma sonoridade mais crua e direta, o disco abre com o hino duplo "We Will Rock You" e "We Are the Champions".

Esta última, escrita por Mercury, tornou-se o tema definitivo de celebração coletiva no esporte e na cultura pop, demonstrando o domínio do cantor em criar arranjos projetados para a resposta imediata das multidões.

The Game (Ano 1980)

Na virada da década, este trabalho marcou a entrada do Queen na era dos sintetizadores e das pistas de dança, sem perder a energia do rock.

O disco trouxe dois dos maiores sucessos de vendas da carreira do grupo: o groove minimalista de "Another One Bites the Dust", idealizado pelo baixista John Deacon, e "Crazy Little Thing Called Love", uma homenagem de Mercury ao rockabilly dos anos 1950, composta por ele em uma banheira e gravada com sua interpretação vocal impecável.

Innuendo (Ano 1991)

Por fim, este projeto encerra a discografia lançada em vida com uma carga dramática incomparável. Gravado enquanto Freddie enfrentava secretamente o avanço de sua doença, o álbum é um testemunho de força artística.

A faixa-título resgata a veia progressiva dos anos 1970 com solos de violão flamenco, enquanto a emblemática "The Show Must Go On" sintetiza a postura do vocalista diante da vida e da arte.

Mesmo com a saúde fragilizada, a entrega vocal de Mercury na faixa permanece como uma das demonstrações mais impressionantes de técnica e emoção da história do rock.

BRUNO INÁCIO

Bruno Inácio é jornalista, colaborador da Tribuna de Ituverava, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (Sabiá Livros).

É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review e tem textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas Gerais.

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