PIB da região administrativa de Franca cresce 4,2%

Mapa da região administrativa de Franca

Números de 2022 divulgado pelo Seade é superior aos 2,8% de aumento registrado pelo Estado de SP como um todo

O PIB (Produto Interno Bruto) da região administrativa de Franca, que contempla 23 municípios, inclusive Ituverava, cresceu 4,2% em 2022, segundo dados do Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). O percentual é superior aos 2,8% de aumento registrado pelo Estado de São Paulo como um todo.
Todas as 16 regiões do Estado contabilizaram crescimento no PIB. O destaque foi a de Marília, com 5%, seguida pelas regiões de Santos e Bauru, com 4,8% e 4,6%, respectivamente.
Quando comparado à participação no PIB estadual, Franca é apenas a 12ª região, com 1,2% da riqueza estadual. São Paulo (50,2%), Campinas (20%) e São José dos Campos (5,6%) têm os maiores percentuais nesse parâmetro.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma região (município, estado ou país, por exemplo) durante um período. É um dos indicadores para medir o progresso das atividades econômicas de determinado local.

Região
A região administrativa de Franca inclui, além de Franca, Aramina, Batatais, Buritizal, Cristais Paulista, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Miguelópolis, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, Sales Oliveira, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista.
Apesar do crescimento do PIB, a região de Franca continua entre as últimas no rendimento. O aglomerado de 23 municípios arrecadou R$ 37,770 bilhões, aparecendo à frente apenas das regiões de Araçatuba, Barretos, Itapeva e Registro (confira no quadro).

Economia paulista
O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo encerrou o ano de 2022 com desempenho positivo de 2,8%. O resultado foi proporcionado principalmente pelo crescimento de 3,6% do setor de serviços, enquanto a indústria teve elevação de 0,9% e a agropecuária recuou 0,3%, de acordo com estudo da Fundação Seade.
No trimestre encerrado em dezembro, já descontados os efeitos sazonais, o PIB retraiu 0,7%; no entanto, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a economia cresceu 3,2%.
Entre os meses de novembro e dezembro, a economia paulista decresceu 1%, já descontados os efeitos sazonais, com desempenhos negativos nos setores da indústria (-1,3%) e serviços (-0,8%) e crescimento na agropecuária (2,2%).
Na comparação com igual mês do ano anterior, o PIB cresceu 0,8%, com acréscimos na indústria (0,9%) e serviços (2,1%) e queda de 9,6% na agropecuária.

Projeções

Com base nesses resultados, as projeções da Fundação Seade para o PIB paulista em 2023 são de mínima de 0%, média de 0,6% e máxima de 0,8%, reforçando a perspectiva de desaceleração do crescimento em patamares inferiores ao do ano anterior. Com relação ao PIB brasileiro, são projetadas mínima de -0,1%, média de 0,2% e máxima de 0,6%.
Em relação ao PIB+30, em comparação a dezembro de 2022, o indicador recuou 1,6%. No entanto, no acumulado de 12 meses, o PIB+30 registrou crescimento de 2,9%.