Projeto NAMI visa acolhimento de mulheres vítimas de violência

Autoridades prestigiam o lançamento do projeto NAMI (Núcleo Apoio as Mulheres de Ituverava

A iniciativa é do pelo subtenente da Polícia Militar Eugênio Luiz de Paula e será desenvolvida com apoio do NAF

Visando acolher de forma humanizada mulheres vítimas de violência, seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, foi criado em Ituverava, na última quarta-feira, 2 de fevereiro, o projeto NAMI (Núcleo Apoio as Mulheres de Ituverava).
A iniciativa foi do subtenente da Polícia Militar Eugênio Luiz de Paula, que, sensibilizado após presenciar um aumento significativo de casos de violência contra a mulher, buscou parceiros que o ajudassem a mudar este cenário.
Em articulação com as secretarias municipais, em particular, a Atenção Especial; Poder Judiciário; 70ª Subseção da OAB de Ituverava; Policias Militar e Civil; Santa Casa de Misericórdia de Ituverava; CER (Centro Especializado em Reabilitação APAE); Unimed Norte Paulista; IVVI-NAF (Instituto Valorização da Vida de Ituverava) e Darlene de Paula Chaebub Rodrigues, representante da sociedade civil, o projeto ganhou forma e força.

Parceria com o NAF
Ao buscar um local que pudesse atender a esse público-alvo, a proposta do NAMI foi acolhida pelo Núcleo de Apoio à Família “José Plínio Romanini” (NAF), do Instituto Valorização da Vida (IVVI), apoio que agregou ainda mais ao projeto inicial, visto que o atendimento às mulheres vítimas de violência é multissetorial e o NAF oferece vários projetos, visando o fortalecimento de vinculo familiar.
“A violência doméstica devasta a mulher em vários sentidos e o atendimento multiprofissional, que é de suma importância em situações assim, será disponibilizado pelo NAMI”, afirma o vice-presidente do IVVI, José Constantino da Silva (“Tino”).
As ações previstas pelo projeto incluem atendimento psicológico individual e em grupo, orientação jurídica, campanhas educacionais e capacitações, objetivando à quebra de estigmas e o fortalecimento afetivo.

Acolhimento
O acolhimento será disponibilizado na sede do NAMI, localizado à Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 358, ao lado da loja TABA Multimarcas. A equipe de atendimento do projeto é formada pelas psicólogas Ana Luiza Moreira, Juliana Martins e Luana Martins.
O telefone para contato é o (16) 99913-2020 (WhatsAPP) e o atendimento será realizado em caráter privado e exclusivo.

Elogio
A primeira-dama e secretária do Bem Estar e Integração Social, Fabiana Lima Araújo elogia a iniciativa. “É uma grande honra para o nosso município participar e apoiar iniciativas como o NAMI, que buscam levar apoio à população, especialmente, aqueles em vulnerabilidade. Desde o início, colocamos nossa equipe à disposição e, tenho certeza, que com o apoio de todos os profissionais envolvidos, faremos um excelente trabalho. Parabéns a todos”, afirma Fabiana.

Roda de Conversa
A inauguração do NAMI foi precedida pela Roda de Conversa “Desafios no Combate á Violência Contra a Mulher na Rede de Apoio”, realizada na Fundação Educacional de Ituverava, com a presença do promotor de Justiça da comarca de Franca, Dr. Cláudio Escavassini e sua esposa, Dra. Carolina Escavassini – Escuta Ativa, cujo objetivo é dar orientação e incentivar a denúncia de mulheres em situações de risco.
Também prestigiaram o evento, o prefeito Luiz Araújo, a primeira-dama Fabiana Lima Araújo, os promotores de Justiça – Dra. Débora Anderson e Dr. Erton Evandro de Souza, o delegado de Polícia de Ituverava – Jucélio de Paula da Silva Rego, o 1° Sargento Comandante de Miguelópolis – Júnior Divino e o 1° Tenente Comandante da PM de Igarapava – Regis Antônio Mendes.

Apoio
A Roda de Conversa contou com o apoio das empresas Boutique Via Brasil, SunMed, Pharmain, Thais Modas, Tend Tudo, Posto Chão Preto, Casa do Produtor, Sapato.Com, Arlete Acabamento, Somatec, Broto Legal, Clínica Cardoso, Comercial Mendonça, Abessa, Arte Flor, Só Colchões, Boutique NANA, Garoa Materiais Elétricos, Unimed Norte Paulista e Maria Eugênia Decorações.

Diversas formas de violência

De acordo com a lei, a agressão física não é a única manifestação de violência contra a mulher. Há diferentes formas de violência doméstica e familiar que se enquadram nesse tipo de crime, que muitas vezes não são reconhecidas pela própria vítima. São elas:

  • Violência física: socos, tapas, pontapés, empurrões, arremesso de objetos, queimadura, tortura, entre outros
  • Violência Psicológica: ameaças, humilhação perseguição, chantagem, controle da vida social, entre outros)
  • Violência sexual: sexo forçado, obrigar a ver pornografia, impedir o uso de método anticoncepcional, forçar aborto, entre outros
  • Violência patrimonial: quebrar objetos pessoais, quebrar móveis, estragar objetos de trabalho, rasgar fotos, roupas, entre outros
  • Violência moral: xingamento injuria, difamação, calunia – exemplo: chamar de vadia ou louca e acusar de traição