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De Tubarão a Dia D: como Steven Spielberg moldou o cinema moderno

28 de junho de 2026 às 21:07
De Tubarão a Dia D: como Steven  Spielberg moldou o cinema moderno
Steven Spielberg

Com o lançamento recente de "Disclosure Day" (2026), ficção científica estrelada por Emily Blunt e Josh O'Connor, o mundo foi lembrado mais uma vez do poder de Steven Spielberg.

O longa marca o retorno do diretor ao gênero que o consagrou, mostrando que, mesmo após cinco décadas de carreira, ele continua sendo a força motriz do cinema de entretenimento inteligente.

Falar de Spielberg é falar da própria história do cinema moderno. Ele não apenas dirigiu alguns dos filmes mais memoráveis de todos os tempos, mas moldou a forma como consumimos e sentimos as histórias na tela grande.

O criador do "blockbuster" moderno

Antes de Spielberg, o conceito de um grande sucesso de bilheteria de verão americana simplesmente não existia. Ele mudou o jogo de duas formas massivas.

Com “Tubarão” (1975), criou o modelo do blockbuster. Com uma trilha sonora minimalista e uma tensão impecável, Spielberg fez o público ter medo de entrar na água e inaugurou a era dos lançamentos massivos de meio de ano.

Já com “Indiana Jones” e “Jurassic Park”, redefiniu o cinema de aventura e os efeitos visuais. Ele provou que o uso de tecnologia de ponta (como o CGI dos dinossauros em 1993) só funciona se estiver a serviço de uma boa história e de personagens cativantes.

O equilíbrio perfeito entre o espetáculo e o íntimo

O verdadeiro segredo de Spielberg não está no tamanho de suas explosões ou no realismo de seus efeitos, mas na sua profunda empatia humana. Ele transita com uma facilidade impressionante entre duas vertentes.

Em clássicos como “E.T.: O Extraterrestre” e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, ele captura o sentimento de maravilhamento, o "olhar de espanto" (the Spielberg face) que se tornou sua marca registrada.

Quando decidiu focar em dramas históricos, entregou obras-primas brutais e necessárias como “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”. Ele usou sua habilidade técnica para garantir que o mundo não esquecesse as dores do passado, vencendo múltiplos Oscars no processo.

Um legado inigualável

Spielberg influenciou praticamente todos os diretores de prestígio que vieram depois dele.

Ele ensinou Hollywood a sonhar alto, mas sem perder o coração. Seja nos apresentando a alienígenas amigáveis, dinossauros clonados ou às tensões geopolíticas de “Disclosure Day”, sua câmera continua sendo a janela mais bonita e emocionante para a experiência humana.

BRUNO INÁCIO

Bruno Inácio é jornalista, colaborador da Tribuna de Ituverava, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (Sabiá Livros).

É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review e tem textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas Gerais.

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